27 de set. de 2022

A TARDE: Jerônimo amplia vantagem e se aproxima de vitória no 1º turno


Candidato do PT amplia vantagem sobre ACM Neto e tem chances de ser eleito o novo governador da Bahia

A TARDE - Autor: Alan Rodrigues

 

Jerônimo Rodrigues (PT) ampliou a vantagem sobre ACM Neto (União Brasil) e tem chances de ser eleito o novo governador da Bahia já no domingo, dia 2. É o que aponta a sexta rodada de pesquisas AtlasIntel/A TARDE, realizada entre os dias 22 e 26 desse mês.

Os números mostram um avanço de dois pontos percentuais do petista, que agora soma 46,5% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito de Salvador recuou quase um ponto em relação ao último levantamento e agora tem 39,6% da preferência do eleitorado.

Considerando a margem de erro, 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, Jerônimo oscila de 44 a 49% do total de votos. Quando considerados os votos válidos, o ex-secretário de desenvolvimento rural e de educação tem 47,6% e está no limite para decidir a eleição no primeiro turno.

 vantagem de quase sete pontos sobre o principal concorrente ao Governo do Estado, no entanto, dá lugar ao equilíbrio num eventual segundo turno. Em caso de uma improvável disputa contra o candidato bolsonarista João Roma (PL), Jerônimo tem ampla vantagem, de 59,7 a 20,8 pontos.

Mas, em caso de disputa entre Jerônimo e ACM Neto, o petista tem uma vantagem de apenas 1,5 ponto percentual (47,7 a 46,2), indicando indefinição de acordo com a margem de erro.

 


A diferença apertada repete o resultado da última pesquisa, finalizada dia 21 deste mês, quando Jerônimo liderava o segundo turno com 1,3 ponto de vantagem.

Isso se justifica pela migração de votos de Roma para Neto, uma vez que apenas 3,6% do eleitorado de Bolsonaro admite votar em Jerônimo no segundo turno, o que, ainda assim, representa um crescimento de 0,8 ponto para o petista num universo onde ACM Neto tem 79,5% dos eleitores bolsonaristas.

Indecisos

O crescimento de Jerônimo entre os apoiadores do atual presidente é outro dado que chama a atenção e preocupa os eleitores de ACM Neto, apontado como herdeiro natural desse segmento numa disputa sem João Roma.

Na última pesquisa, Jerônimo tinha 0,7% das intenções de voto bolsonaristas e, agora, aparece com 3,1%, mais de quatro vezes o índice anterior. Apesar disso, ACM Nerto recuou apenas 0,9%. A variação positiva de Jerônimo (2 pontos) e Roma (0,5) veio da queda expressiva de votos brancos e nulos, de 2,3 para 0,4 pontos percentuais.

Os indecisos seguem em 2% e podem representar a diferença entre uma definição no próximo domingo ou a realização de um segundo turno. Fora desse universo, Jerônimo e Neto só podem avançar no eleitorado um do outro, o que deve se refletir nas estratégias das  campanhas nos próximos dias.

Liderança homogênea

Jerônimo lidera em todos os segmentos demográficos e, embora a variação seja compreendida como oscilação, em alguns grupos o petista demonstra melhor desenvoltura. É o caso dos que ganham entre 3 e 5 salários mínimos, onde o ex-secretário cresceu 12 pontos.

No recorte por região, outra surpresa. Mesmo considerando um universo de menos de 10% do total de eleitores pesquisados, Jerônimo cresceu 15,5 pontos percentuais em Barreiras, no oeste do estado, área fortemente dominada pelo agro e de tendência bolsonarista.

Senado definido

Se a disputa pelo governo ainda está indefinida, a vaga para o Senado parece estar resolvida. 

Depois de superar Raíssa Soares (PL) e alcançar o segundo lugar, Cacá Leão (PP) estagnou em 18,4%, enquanto o senador Otto Alencar (PSD), candidato à reeleição, recuperou o terreno perdido na última pesquisa e superou a barreira dos 50%, chegando a 50,7 pontos na preferência do eleitorado. Uma diferença de 32,3 pontos percentuais.

 

Com liderança consolidada em todos os segmentos, Otto nunca teve sua reeleição ameaçada e, desde a primeira pesquisa Atlas, só aumentou a distância para seus concorrentes. 

O senador, que ganhou muita visibilidade na CPI da Covid-19, tem a terceira melhor avaliação entre os políticos pesquisados, atrás apenas de Rui Costa e ACM Neto.

 


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