Privatização: Audiências em defesa dos bancos públicos tomam país

Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Aracaju (SE) são algumas das capitais que têm realizado ações para denunciar o sucateamento dos bancos públicos promovido pelo governo de Michel Temer. Na opinião de dirigentes bancários e parlamentares o objetivo do governo federal é a privatização dos bancos federais e estatais.

CONSELHO DA CIDADE: PROCESSO DE REVISÃO DO PLANO DIRETOR DE GUANAMBI

Ontem (11), na Secretaria de Educação, aconteceu a reunião extraordinária do Conselho da Cidade com o objetivo de iniciar os debates sobre o processo de revisão do PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO - PDP de Guanambi, que em dezembro completa 10 anos em vigor e conforme a Lei nº 223.

EROPORTO | - Governador Rui Costa autoriza licitação para a recuperação da pista do aeroporto de Guanambi

No início da tarde desta terça-feira (10), na sua participação semanal com internautas, onde responde a perguntas dos cidadãos de toda a Bahia por transmissão ao vivo realizado pelo facebook, ao ser perguntado sobre o aeroporto de Guanambi, governador Rui Costa, ao lado do Secretário Estadual de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, confirmou a autorização de licitação para o recapeamento da pista do aeroporto municipal Isaac Moura Rocha, onde o mesmo poderá suportar os pousos e decolagens dos aviões ATR-72, justamente o modelo que a empresa Azul linhas aéreas opera na viação regional. A obra está orçada em R$ 4 milhões de reais.

Projeto "Doe Sangue, Salve Vidas!" mobiliza estudantes e professores do Colégio Luiz Viana Filho

A doação de sangue, considerada um ato de cidadania e de solidariedade, vem contribuindo para que muitos cidadãos salvem vidas..

GUANAMBI DESEJA SUCESSO AO HIPER STELLA

A família Stella, com mais de 40 anos de atuação no ramo de supermercado, oferece à população de Guanambi e região, o que há de mais moderno em estrutura, acomodação, praticidade, qualidade e atendimento.

16 de fev de 2007

ANSELMO BALEEIRO É COORDENADOR DO PROJETO PRODUZIR

Como previu este blog, a turma do CEG emplacou mais um guanambiense no Governo Wagner, Anselmo Amaral Baleeiro assumiu a coordenação do Projeto Produzir da CAR. O projeto de convênio com o Banco Mundial tem uma previsão na sua terceira etapa de aplicar aproximadamente US$ 76 milhões no semi-árido baiano.Guanambi e região estão de parábens!

7 de fev de 2007

Do confronto na Câmara emerge novo mapa político

Nem se passou uma semana e já é visível que o confronto pela presidência da Câmara dos Deputados provocou mudanças importantes no mapa político do país, em especial, na base de sustentação do governo.
O PT no decorrer da campanha eleitoral e logo após a reeleição de Lula pela boca de seus principais dirigentes defendia um governo de coalizão assentado num programa desenvolvimentista e que teria como núcleo os partidos de esquerda da ampla aliança. Entretanto, com o passar dos dias, se sentindo fortalecido pela colheita eleitoral, o feixe de correntes que formam essa legenda sob o comando do chamado ''campo majoritário'' fixou a conquista da presidência da Câmara como uma espécie de subida a um monte bíblico que uma vez alcançado redimiria a legenda ''de todos seus pecados''. A escalada devolveria a ''pureza'' e a força de antes.

Tal objetivo envolto nesse discurso com laivos ''fundamentalistas'' provocou no PT uma convicção de que a presidência da Câmara adquirira um valor superior a todo o resto. A parte se tornara mais preciosa do que o todo. Então foi pactuado entre as correntes petistas que o ''Monte Sinai'' teria que ser conquistado a qualquer custo, mesmo ao preço da dispersão do núcleo de esquerda que fora fundamental para as cinco campanhas presidenciais de Lula, às duas vitórias, e que fora decisivo ao êxito do primeiro governo Lula. Pouco ou nada passou a valer o compromisso de um governo de amplas forças políticas e sociais nucleado pelas legendas de esquerda.
Desse modo que fez o PT? Desconsiderou tudo isso e montou uma verdadeira operação de guerra na qual segundo relatos vindos do front foram usadas ''armas lícitas e ilícitas'' para derrotar quem? A direita que conspirou contra o governo Lula e que com o auxílio da mídia fez uma espécie de linchamento político da legenda? Não. O PT se aliou ao campo da direita para derrotar os seus aliados históricos da esquerda. E ao fazer tal movimento objetivamente fez uma escolha política.
O mapa político, hoje, da Câmara é o retrato dessa escolha petista. A base do governo Lula tem dois blocos: um maior e outro menor. O maior é constituído pelo PT, PMDB, PR, PTB, PP e outras legendas. No caso do PMDB, leia-se a parte que sustentou o governo neoliberal de FHC e fez oposição sistemática ao governo Lula. É um bloco político disforme cujo alto teor de conservadorismo nele contido neutraliza o conteúdo de esquerda do PT, de tal sorte, que talvez não seja exagerado denominá-lo de ''centro-direita''; e o outro formado pelo PSB, PCdoB, PDT, legendas que pelo passado e pelo presente de cada uma delas, resguardadas suas singularidades, têm sustentado as bandeiras da esquerda brasileira. Esse bloco de esquerda tem comunicação fluente com a parte do PMDB que apoiou o primeiro governo Lula e que tem compromisso com o projeto nacional de desenvolvimento.
Essa configuração poderá ou não sofrer modificações com dois acontecimentos que irão acontecer logo, logo: a composição ministerial do segundo governo Lula e o Congresso do PT que se realizará na metade desse ano. Ver-se-á na composição do governo em que grau e em que medida será resgatada a comprida réstia de ''promissórias'' da campanha de Chinaglia e as ressonâncias disso no dito ''blocão''. O resultado do conclave petista irá revelar a correlação de forças entre as tendências e a feição que assumirá o PT daqui por diante.
A interpretação correta desse novo mapa político, na esfera da base governista, não aponta para rupturas, mas um realinhamento de forças é real e concreto. Na há ruptura por conta dos projetos estratégicos da esquerda e também pelos compromissos comuns já assumidos referentes ao segundo governo Lula, a governos estaduais e municipais e, também, em setores do movimento social.
Não há rompimento político, mas seria tentar tapar o sol com a peneira, se não for sublinhado que houve abalos e distanciamentos por responsabilidade da escolha petista. No caso concreto do PCdoB, conforme declarações de seu presidente, Renato Rabelo, o PT continua sendo aliado, mas a relação política dos comunistas com o PT se dará sob nova forma e conteúdo na qual está descartada a aliança automática. É verdade que esse vínculo dos comunistas com o PT sempre foi regido pela ''unidade e pela luta'', no essencial, sempre foi preservada a independência do PCdoB. Mas, o que se anuncia é uma atualização da tática dos comunistas que indica a necessidade de uma conduta política ''mais afirmativa e ousada'' que marque com mais nitidez aos olhos do povo e das forças políticas a independência do partido e o valor de seu programa imediato e estratégico.

Não há mais espaço para se analisar, aqui e agora, os efeitos do confronto da Câmara no campo da oposição. Por, ora apenas uma palavra. O fato de o PSDB, por intermédio do governador José Serra, ter assegurado a vitória do petista Arlindo Chinaglia, no segundo turno, é um desses ''fenômenos'' que merece mais análise, algo como ''estudo de caso''. Mas de qualquer modo explicita que as duas derrotas consecutivas do bloco neoliberal nas eleições presidenciais o debilitaram mais do que se imagina. Estão divididos e os tucanos, não importa os cálculos ou os ganhos secundários, foram reduzidos nesse episódio ao papel de linha auxiliar da legenda que satanizaram.

Fonte: Portal Vermelho - PCdoB - 07.02.07 - wwww.vermelho.org.br

Francisco Nelson assume escritório da ANP

O engenheiro agrônomo Francisco Nelson, de Caetité, assumiu a coordenação geral do escritório nordeste da Agencia Nacional do Petróleo (ANP).

Aldo: "Compromisso com o governo Lula, não com o PT"


Derrotado por 261 a 243 votos na disputa pela reeleição à presidência da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) oferece ao governo Lula o apoio do bloco PSB-PCdoB-PDT-PAN-PMN, para "assegurar a governabilidade". Mas acena com um presidenciável do bloco em 2010, pois "o presidente Lula não é candidato à reeleição" e "nosso compromisso é com o governo Lula, não é com o PT". Veja a íntegra da entrevista de Aldo para a Valdo Cruz e Letícia Sander, da Folha de S. Paulo.




Folha - A quem o senhor atribui a sua derrota?
Aldo Rebelo - O vitorioso teve apoio da cúpula da maioria dos partidos da base do governo. Houve também algum nível de apoio de ministros ligados ao PT e de ao menos um governador de um Estado importante, como São Paulo.
Folha - Quais encantos desfilaram pelo Congresso nessa disputa?
Aldo - A perspectiva de participação no poder, a ocupação de postos, de mandos.
Folha - O sr. identifica a atuação de qual ministro, especificamente?
Aldo - O nome do santo não é o mais importante. Importante é que se operou um milagre. Eu diria que compreendo a manifestação de apoio de alguém do PT a uma candidatura do PT. Acho que isso teve influência nas eleições. Como não há forma de indicar exatamente como ocorreu, você mede a influência disso pelo resultado concreto da batalha.
Folha - Mas o sr. considera o oferecimento de benesses, cargos e emendas normal?
Aldo - Eu acho que, se realmente houve, o método, naturalmente, é condenável.
Folha - Na campanha, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) o visitou e sondou se o sr. poderia renunciar?
Aldo - Não, na visita da ministra não houve proposta de renúncia, nem a ministra insinuou qualquer tipo de atitude que não fosse a de respeitar as duas candidaturas. No final da eleição, eu não tenho a convicção se essa atitude foi mantida.
Folha - O sr. reclamou diretamente com o Executivo de interferência?
Aldo - Eu sempre tomava atitudes preventivas e defensivas. No dia da eleição, soube que um funcionário do palácio circulava pelo Congresso, e tomei a iniciativa de telefonar ao ministro Tarso Genro e manifestar a minha preocupação com a interpretação que pudesse ser dada à presença desse funcionário aqui [tratava-se de Marcos Lima, responsável por negociações com parlamentares].
Folha - Qual a interpretação que o sr. deu à presença dele aqui?
Aldo - Eu não dei interpretação nenhuma. Mas claro que pessoas que apoiavam a minha candidatura temiam que a presença dele pudesse influenciar na posição de parlamentares.
Folha - Aliados seus disseram que Dilma teria ligado para deputados pedindo votos para Chinaglia.
Aldo - Apenas os deputados que receberam essas ligações podem falar sobre esse assunto. Não acredito que ela tenha pedido voto.
Folha - Como analisa a participação dos governadores tucanos Aécio Neves e José Serra na disputa?
Aldo - Tenho uma relação pessoal muito boa com José Serra. Acho que ele teve suas razões, não diria pessoais, mas políticas, para ajudar a vitória de Arlindo Chinaglia. Respeito essas razões, mas só o governador poderá explicá-las. Quanto a Aécio, sei que alguns deputados da bancada de Minas votaram na minha candidatura, e creio que Aécio teve um papel nessa opção.
Folha - Como fica sua relação com o governo daqui para a frente?
Aldo - Minha relação é a do bloco parlamentar que apóia o governo. O que marca a nossa relação é uma maior independência de projetos e de atitudes em relação ao PT.

Folha - O sr. se sentiu abandonado pelo presidente?
Aldo - Não, porque, ao menos, o presidente manifestou publicamente a sua atitude de respeito às duas candidaturas.
Folha - Se ele o convidar para algum ministério, qual será o comportamento do senhor?
Aldo - Eu creio que não é conveniente discutir iniciativas que são próprias da esfera do presidente. Dizer que aceitaria pareceria a busca de uma compensação pela perda da Câmara. Dizer que não aceitaria teria o sentido de uma grosseria, algum tipo de ressentimento. Essas coisas também nunca são decisões pessoais. Eu integro um partido, um bloco de parlamentares que dispõe de quadros experientes.
Folha - Qual é o projeto do bloco?
Aldo - É integrar a base do governo, apoiar, procurando aperfeiçoar metas como a do crescimento econômico, dos direitos sociais do povo, e trabalhar para as batalhas políticas que se avizinham.
Folha - É um grupo que tem a disposição de participar da eleição de 2010 com candidato próprio?
Aldo - Claro. O presidente Lula não é candidato à reeleição. O nosso compromisso é com o governo Lula, não é com o PT.

Fonte: Folha de S. Paulo