Sítio arqueológico de 2 mil anos é encontrado no canteiro do Parque Eólico de Brumado

Um sítio arqueológico foi encontrado dentro do canteiro do Parque Eólico da Serra das Araras, na região do Distrito de Cristalândia, em Brumado.

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O São João está chegando e muitos já planejaram onde vão curtir este período festivo, considerado por alguns, como a melhor época do ano. No estado da Bahia as cidades da microrregião de Guanambi vêm se destacando como roteiro alternativo

FIOL É OFERECIDA AOS CHINESES COMO 1º TRECHO DA FERROVIA

O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira, disse em matéria no jornal o Estado de São Paulo, que o governo dialoga com o setor privado para ver se há interesse das empresas em construir um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-leste (Fiol)

REVIVENDO O SÃO JOÃO DO PASSADO EM GUANAMBI

Os colonos portugueses trouxeram a tradição do São João para o Brasil. As festas juninas têm origem no meio rural e visava saudar os elementos da natureza – o sol, o céu, a água – dançando e cantando em comemoração à fartura da colheita.

UNAJUF postula perda do cargo de Gilmar Mendes

O Juiz federal João Batista de Castro Júnior, vice-presidente da União Nacional dos Juízes Federais (UNAJUF), assinou juntamente com o presidente da referida entidade, Eduardo Cubas, uma representação por Improbidade contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

16 de fev de 2007

ANSELMO BALEEIRO É COORDENADOR DO PROJETO PRODUZIR

Como previu este blog, a turma do CEG emplacou mais um guanambiense no Governo Wagner, Anselmo Amaral Baleeiro assumiu a coordenação do Projeto Produzir da CAR. O projeto de convênio com o Banco Mundial tem uma previsão na sua terceira etapa de aplicar aproximadamente US$ 76 milhões no semi-árido baiano.Guanambi e região estão de parábens!

7 de fev de 2007

Do confronto na Câmara emerge novo mapa político

Nem se passou uma semana e já é visível que o confronto pela presidência da Câmara dos Deputados provocou mudanças importantes no mapa político do país, em especial, na base de sustentação do governo.
O PT no decorrer da campanha eleitoral e logo após a reeleição de Lula pela boca de seus principais dirigentes defendia um governo de coalizão assentado num programa desenvolvimentista e que teria como núcleo os partidos de esquerda da ampla aliança. Entretanto, com o passar dos dias, se sentindo fortalecido pela colheita eleitoral, o feixe de correntes que formam essa legenda sob o comando do chamado ''campo majoritário'' fixou a conquista da presidência da Câmara como uma espécie de subida a um monte bíblico que uma vez alcançado redimiria a legenda ''de todos seus pecados''. A escalada devolveria a ''pureza'' e a força de antes.

Tal objetivo envolto nesse discurso com laivos ''fundamentalistas'' provocou no PT uma convicção de que a presidência da Câmara adquirira um valor superior a todo o resto. A parte se tornara mais preciosa do que o todo. Então foi pactuado entre as correntes petistas que o ''Monte Sinai'' teria que ser conquistado a qualquer custo, mesmo ao preço da dispersão do núcleo de esquerda que fora fundamental para as cinco campanhas presidenciais de Lula, às duas vitórias, e que fora decisivo ao êxito do primeiro governo Lula. Pouco ou nada passou a valer o compromisso de um governo de amplas forças políticas e sociais nucleado pelas legendas de esquerda.
Desse modo que fez o PT? Desconsiderou tudo isso e montou uma verdadeira operação de guerra na qual segundo relatos vindos do front foram usadas ''armas lícitas e ilícitas'' para derrotar quem? A direita que conspirou contra o governo Lula e que com o auxílio da mídia fez uma espécie de linchamento político da legenda? Não. O PT se aliou ao campo da direita para derrotar os seus aliados históricos da esquerda. E ao fazer tal movimento objetivamente fez uma escolha política.
O mapa político, hoje, da Câmara é o retrato dessa escolha petista. A base do governo Lula tem dois blocos: um maior e outro menor. O maior é constituído pelo PT, PMDB, PR, PTB, PP e outras legendas. No caso do PMDB, leia-se a parte que sustentou o governo neoliberal de FHC e fez oposição sistemática ao governo Lula. É um bloco político disforme cujo alto teor de conservadorismo nele contido neutraliza o conteúdo de esquerda do PT, de tal sorte, que talvez não seja exagerado denominá-lo de ''centro-direita''; e o outro formado pelo PSB, PCdoB, PDT, legendas que pelo passado e pelo presente de cada uma delas, resguardadas suas singularidades, têm sustentado as bandeiras da esquerda brasileira. Esse bloco de esquerda tem comunicação fluente com a parte do PMDB que apoiou o primeiro governo Lula e que tem compromisso com o projeto nacional de desenvolvimento.
Essa configuração poderá ou não sofrer modificações com dois acontecimentos que irão acontecer logo, logo: a composição ministerial do segundo governo Lula e o Congresso do PT que se realizará na metade desse ano. Ver-se-á na composição do governo em que grau e em que medida será resgatada a comprida réstia de ''promissórias'' da campanha de Chinaglia e as ressonâncias disso no dito ''blocão''. O resultado do conclave petista irá revelar a correlação de forças entre as tendências e a feição que assumirá o PT daqui por diante.
A interpretação correta desse novo mapa político, na esfera da base governista, não aponta para rupturas, mas um realinhamento de forças é real e concreto. Na há ruptura por conta dos projetos estratégicos da esquerda e também pelos compromissos comuns já assumidos referentes ao segundo governo Lula, a governos estaduais e municipais e, também, em setores do movimento social.
Não há rompimento político, mas seria tentar tapar o sol com a peneira, se não for sublinhado que houve abalos e distanciamentos por responsabilidade da escolha petista. No caso concreto do PCdoB, conforme declarações de seu presidente, Renato Rabelo, o PT continua sendo aliado, mas a relação política dos comunistas com o PT se dará sob nova forma e conteúdo na qual está descartada a aliança automática. É verdade que esse vínculo dos comunistas com o PT sempre foi regido pela ''unidade e pela luta'', no essencial, sempre foi preservada a independência do PCdoB. Mas, o que se anuncia é uma atualização da tática dos comunistas que indica a necessidade de uma conduta política ''mais afirmativa e ousada'' que marque com mais nitidez aos olhos do povo e das forças políticas a independência do partido e o valor de seu programa imediato e estratégico.

Não há mais espaço para se analisar, aqui e agora, os efeitos do confronto da Câmara no campo da oposição. Por, ora apenas uma palavra. O fato de o PSDB, por intermédio do governador José Serra, ter assegurado a vitória do petista Arlindo Chinaglia, no segundo turno, é um desses ''fenômenos'' que merece mais análise, algo como ''estudo de caso''. Mas de qualquer modo explicita que as duas derrotas consecutivas do bloco neoliberal nas eleições presidenciais o debilitaram mais do que se imagina. Estão divididos e os tucanos, não importa os cálculos ou os ganhos secundários, foram reduzidos nesse episódio ao papel de linha auxiliar da legenda que satanizaram.

Fonte: Portal Vermelho - PCdoB - 07.02.07 - wwww.vermelho.org.br

Francisco Nelson assume escritório da ANP

O engenheiro agrônomo Francisco Nelson, de Caetité, assumiu a coordenação geral do escritório nordeste da Agencia Nacional do Petróleo (ANP).

Aldo: "Compromisso com o governo Lula, não com o PT"


Derrotado por 261 a 243 votos na disputa pela reeleição à presidência da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) oferece ao governo Lula o apoio do bloco PSB-PCdoB-PDT-PAN-PMN, para "assegurar a governabilidade". Mas acena com um presidenciável do bloco em 2010, pois "o presidente Lula não é candidato à reeleição" e "nosso compromisso é com o governo Lula, não é com o PT". Veja a íntegra da entrevista de Aldo para a Valdo Cruz e Letícia Sander, da Folha de S. Paulo.




Folha - A quem o senhor atribui a sua derrota?
Aldo Rebelo - O vitorioso teve apoio da cúpula da maioria dos partidos da base do governo. Houve também algum nível de apoio de ministros ligados ao PT e de ao menos um governador de um Estado importante, como São Paulo.
Folha - Quais encantos desfilaram pelo Congresso nessa disputa?
Aldo - A perspectiva de participação no poder, a ocupação de postos, de mandos.
Folha - O sr. identifica a atuação de qual ministro, especificamente?
Aldo - O nome do santo não é o mais importante. Importante é que se operou um milagre. Eu diria que compreendo a manifestação de apoio de alguém do PT a uma candidatura do PT. Acho que isso teve influência nas eleições. Como não há forma de indicar exatamente como ocorreu, você mede a influência disso pelo resultado concreto da batalha.
Folha - Mas o sr. considera o oferecimento de benesses, cargos e emendas normal?
Aldo - Eu acho que, se realmente houve, o método, naturalmente, é condenável.
Folha - Na campanha, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) o visitou e sondou se o sr. poderia renunciar?
Aldo - Não, na visita da ministra não houve proposta de renúncia, nem a ministra insinuou qualquer tipo de atitude que não fosse a de respeitar as duas candidaturas. No final da eleição, eu não tenho a convicção se essa atitude foi mantida.
Folha - O sr. reclamou diretamente com o Executivo de interferência?
Aldo - Eu sempre tomava atitudes preventivas e defensivas. No dia da eleição, soube que um funcionário do palácio circulava pelo Congresso, e tomei a iniciativa de telefonar ao ministro Tarso Genro e manifestar a minha preocupação com a interpretação que pudesse ser dada à presença desse funcionário aqui [tratava-se de Marcos Lima, responsável por negociações com parlamentares].
Folha - Qual a interpretação que o sr. deu à presença dele aqui?
Aldo - Eu não dei interpretação nenhuma. Mas claro que pessoas que apoiavam a minha candidatura temiam que a presença dele pudesse influenciar na posição de parlamentares.
Folha - Aliados seus disseram que Dilma teria ligado para deputados pedindo votos para Chinaglia.
Aldo - Apenas os deputados que receberam essas ligações podem falar sobre esse assunto. Não acredito que ela tenha pedido voto.
Folha - Como analisa a participação dos governadores tucanos Aécio Neves e José Serra na disputa?
Aldo - Tenho uma relação pessoal muito boa com José Serra. Acho que ele teve suas razões, não diria pessoais, mas políticas, para ajudar a vitória de Arlindo Chinaglia. Respeito essas razões, mas só o governador poderá explicá-las. Quanto a Aécio, sei que alguns deputados da bancada de Minas votaram na minha candidatura, e creio que Aécio teve um papel nessa opção.
Folha - Como fica sua relação com o governo daqui para a frente?
Aldo - Minha relação é a do bloco parlamentar que apóia o governo. O que marca a nossa relação é uma maior independência de projetos e de atitudes em relação ao PT.

Folha - O sr. se sentiu abandonado pelo presidente?
Aldo - Não, porque, ao menos, o presidente manifestou publicamente a sua atitude de respeito às duas candidaturas.
Folha - Se ele o convidar para algum ministério, qual será o comportamento do senhor?
Aldo - Eu creio que não é conveniente discutir iniciativas que são próprias da esfera do presidente. Dizer que aceitaria pareceria a busca de uma compensação pela perda da Câmara. Dizer que não aceitaria teria o sentido de uma grosseria, algum tipo de ressentimento. Essas coisas também nunca são decisões pessoais. Eu integro um partido, um bloco de parlamentares que dispõe de quadros experientes.
Folha - Qual é o projeto do bloco?
Aldo - É integrar a base do governo, apoiar, procurando aperfeiçoar metas como a do crescimento econômico, dos direitos sociais do povo, e trabalhar para as batalhas políticas que se avizinham.
Folha - É um grupo que tem a disposição de participar da eleição de 2010 com candidato próprio?
Aldo - Claro. O presidente Lula não é candidato à reeleição. O nosso compromisso é com o governo Lula, não é com o PT.

Fonte: Folha de S. Paulo