Guanambi: Prefeitos devem disputar reeleição em 18 dos 20 maiores colégios eleitorais da Bahia



BAHIA NOTÍCIAS

por Rodrigo Daniel Silva

Prefeitos devem disputar reeleição em 18 dos 20 maiores colégios eleitorais da Bahia
Foto: Divulgação | Gestores de Salvador e Porto Seguro já estão em 2º mandato
Mesmo com o controle da máquina pública, os prefeitos têm encontrado nos últimos anos dificuldade para se reeleger. Com a crise econômica, houve uma queda das receitas públicas e os gestores municipais não têm conseguido cumprir as promessas de campanha. Na Bahia, 18 prefeitos dos 20 maiores colégios eleitorais terão a difícil missão de conquistar a recondução no próximo ano, conforme levantamento feito pelo Bahia Notícias.
 
Em Salvador e Porto Seguro, os administradores, que já estão em segundo mandato, terão um outra tarefa árdua: a de tentar eleger o seu sucessor. Na capital, ACM Neto (DEM) tem preparado o seu vice-prefeito Bruno Reis (DEM) para ser o seu candidato, mas outros nomes correm por fora, como o secretário municipal de Saúde, Leo Prates (DEM), o presidente da Câmara, Geraldo Júnior (SD), e até mesmo o dirigente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani (sem partido).
 
Em Porto Seguro, após dois mandatos, Claudia Oliveira (PSD) também tentará fazer o seu sucessor. Lá o cenário é ainda mais indefinido. Filha da prefeita, Larissa Oliveira tem sido especulada para ser o nome da sucessão, mas não poderia ser candidata na terra do Descobrimento - já que a lei define que parente em até segundo grau de chefe do Poder Executivo, que já não esteja exercendo mandato, não pode se candidatar a qualquer cargo eletivo. Outros nomes especulados são o do secretário Maurício Pedrosa e o do vereador Evaír Fonseca, mas sem qualquer indicação oficial de apoio da atual prefeita.
 
Dos 18 prefeitos que devem tentar a reeleição, cinco são do grupo liderado por ACM Neto. São eles: Colbert Martins (Feira de Santana), Herzem Gusmão (Vitória da Conquista), Dinha (Simões Filho), todos do MDB, e Zito Barbosa (Barreiras) e Antonio Elinaldo (Camaçari), do DEM.
 
Três nomes que devem tentar a recondução no próximo ano foram eleitos pela base do prefeito soteropolitano em 2016: Joaquim Neto, Ricardo Moura e Fernando Gomes. Eles, porém, mudaram do lado e integram hoje o grupo do governador Rui Costa (PT). Moura e Neto hoje são filiados ao PSD, já Gomes está sem partido.
 
Além deles, mais 10 governistas devem entrar na briga por mais um mandato em 2020. São eles: Dr. Mario Alexandre (Ilhéus), Luiz de Deus (Paulo Afonso), Robério Oliveira (Eunápolis), Rogério Andrade (Santo Antonio de Jesus) e Temoteo Brito (Teixeira de Freitas), todos do PSD; além de Jairo Magalhães (Guanambi), Sergio da Gameleira (Jequié), ambos do PSB; Paulo Bonfim (Juazeiro), do PCdoB; Moema Gramacho, do PT; e Dr. Pitágoras (Candeias), do PP.
 
Para o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e cientista político Joviniano Neto, os prefeitos, por terem a máquina, têm "vantagem" para vencer os pleitos, mas o fim das coligações nas eleições proporcionais pode impactar no resultado. Isto porque, para não caírem na cláusula de barreiras, partidos querem lançar candidatos a prefeito e podem romper com os grupos atuais. Além disso, a crise econômica tem afetado as gestões municipais e derrubado popularidade dos gestores.
 
"Tudo vai depender do desgaste do grupo que está no poder. E da capacidade da oposição de se articular. Agora, onde há polarização entre situação e oposição, a vantagem tende a ser da situação porque tem cargo, tem visibilidade. Tem a máquina", ressaltou Joviano. Na eleição de 2016,  2.945 prefeitos se candidataram à reeleição e 1.385 conseguiram, um índice de 47%.
 
Em eleições anteriores, segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o número era bem maior. Desde que passou a ser permitida, em 2000, a reeleição ficava acima de 55%, segundo a instituição. O pico foi em 2008, com 66%.

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