5 de mar de 2017

Sindilimp-BA volta a questionar atrasos salariais de terceirizados do governo

POLÍTICA LIVRE

Foto: Sindilimp
A coordenador-geral do Sindilimp na Bahia, Ana Angélica Rabelo
Os atrasos salariais dos trabalhadores terceirizados do governo da Bahia, principalmente os que atuam em funções da Secretaria Estadual de Educação, continuam. A informação foi confirmada pela coordenadora-geral do Sindilimp-BA, Ana Angélica Rebello, neste domingo (5). De acordo com a sindicalista, a empresa MA2 “já tem dois meses – janeiro e fevereiro – sem pagar vale transportes, salários e não recolhe o FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço] e nem fornece assistência médica”. Conforme informa Ana Angélica, a situação foi prevista pelo Sindilimp-Ba quando as negociações aconteciam para solucionar os constantes atrasos e não pagamentos de salários dos terceirizados do governo da Bahia. A coordenadora sindical aponta que não consegue tratar com a MA2. “A empresa é intratável, o Sindilimp deu queixa crime por falsificação de documentação, encaminhou ofício para a Saeb [Secretaria Estadual de Administração] e SEC [Secretaria Estadual de Educação], e existe uma investigação na 10º delegacia do Rio Vermelho contra ela, o estado fez vista grossa e olha aí no que deu. Quem avisa amigo é. Tentei avisar, mas não deram atenção”, salienta. Para a sindicalista, a situação é mais um caso que retrata a relação entre os funcionários terceirizados e o governo baiano, já que as novas contratações das empresas para atender a Secretaria de Educação foram justamente para resolver as questões de atraso salarial. “Precisamos criar outro meio para garantir que esses trabalhadores recebam os vencimentos no dia correto. Já ficaram muito tempo sem o dinheiro de seu trabalho e estamos tentando conversar com cada setor para auxiliar no que for preciso. É difícil para os terceirizados não terem uma segurança salarial para poder cumprir com seus compromissos”, completa Ana Angélica Rabello.