4 de mar de 2017

“O sertão vai fazer parte do Brasil desenvolvido”

Instituto Lula
Reprodução: O Cafezinho

O combate à seca é uma luta histórica. O Nordeste detém menos de 5% das reservas hídricas do país. Além disso, a região apresenta as menores incidências de chuva em todo o território nacional. Lá, costuma chover entre dezembro e abril, mas as mudanças climáticas têm alterado essa rotina. A seca mata a vegetação e os animais, diminui a produção, traz a fome e a pobreza. Durante o Brasil Império, Dom Pedro II chegou a receber diversos estudos de transposição de águas, que não foram adiante. Até que um retirante nordestino que sofreu na pele as agruras da seca resolveu mudar essa realidade.
O canal do Projeto São Francisco corta terras do sertão nordestino e vai assegurar a oferta de água para 12 milhões de pessoas
Foto: Blog do Planalto
Uma das principais obras do PAC, o Projeto de Integração do Rio São Francisco tem o objetivo de assegurar a oferta de água para 12 milhões de habitantes de 390 municípios do Semiárido Nordestino, distribuídos entre os estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
O empreendimento é dividido em dois eixos – Leste e Norte – e conta com investimento de R$ 8,2 bilhões. São 470 km de canais, túneis, aquedutos e barragens.  São ainda 38 ações socioambientais, como o resgate de bens arqueológicos e o monitoramento da fauna e flora, num investimento total de quase R$ 1 bilhão. A obra, cuja conclusão está prevista para 2015, emprega 11 mil trabalhadores. Em sua última passagem pelo empreendimento como presidente, em dezembro de 2010, Lula afirmou: “O sertão nunca mais voltará a ser motivo de estudos sociais para medir a fome e a miséria. O sertão vai fazer parte do Brasil desenvolvido”. E assim será.