21 de jan de 2017

Renova fecha acordo com AES Tietê para venda de eólicas por R$ 650 milhões

 POR AGÊNCIA REUTERS - ÉPOCA NEGÓCIOS



A venda engloba o conjunto de parques eólicos que formam o complexo Alto Sertão II, no interior da Bahia
A Renova Energia informou na madrugada desta sexta-feira (13) que fechou acordo com a AES Tietê para venda de conjunto de parques eólicos que formam o complexo Alto Sertão II, no interior da Bahia, por preço base de R$ 650 milhões.
O acordo concede à AES Tietê direito de exclusividade na transação durante um período de 45 dias, e o preço estará sujeito a ajustes caso sejam satisfeitas determinadas condições.
O negócio deve ajudar a AES Tietê em sua estratégia, enquanto pode trazer alívio para as finanças da Renova, que tem um plano de investimentos bilionário para os próximos anos.
"A potencial aquisição contribuirá para a estratégia de crescimento da AES Tietê de, até 2020, compor 50% de seu Ebitda com fontes não hidráulicas com contratos regulados de compra e venda de energia elétrica de longo prazo, reiterando o compromisso dos seus acionistas com o investimento no país", afirmou a empresa do grupo norte-americano AES.
A Reuters antecipou em 2 de janeiro, com base em fonte com conhecimento da negociação, que as empresas estavam próximas de um acordo de até R$ 700 milhões pelas usinas situadas na região de Caetité, que possuem capacidade instalada de 386 megawatts.
O complexo de 15 parques eólicos já se encontra em fase operacional e fornece energia para atender os contratos referentes a vendas de 181,6 MW médios no mercado regulado.
A venda do parque eólico deverá fazer com que a Renova, que tem a Cemig como principal sócio, coloque um freio por tempo indeterminado na busca por um novo sócio que poderia ajudar nas suas finanças, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto nesta quarta-feira.
"A administração da companhia (Renova) ressalta que a transação está integralmente alinhada com a estratégia de readequação da estrutura de capital, que visa garantir a sustentabilidade dos negócios da companhia no longo prazo", afirmou a empresa em nota.
A Renova esclareceu ainda que a conclusão do negócio deverá ocorrer apenas após a assinatura do contrato de compra e venda de ações, cujos termos ainda estão sendo discutidos e negociados entre as partes e, consequentemente, o cumprimento de condições precedentes usuais em operações dessa natureza.
(Por Alberto Alerigi Jr. e Roberto Samora)