14 de abr de 2016

Manifesto da militância do PSB




Nossos dirigentes nas últimas horas classificaram nossa Carta aberta como sendo "apócrifa" e que éramos "militantes do PT infiltrados" dentro do partido. Ou seja, preferem criminalizar sua militância, calar e dar as costas para sua base ao invés de simplesmente reconhecer que estão traindo da história do PSB e se alinhando com um futuro (des)governo Temer. Isso ficou absolutamente claro na coluna escrita por Carlos Sequeira à Folha de S. Paulo hoje.
O partido caminha numa direção oposta aos seus militantes. Não só apoia o golpe como fará parte de um eventual governo eleito de forma indireta e ilegítimo. Nós da militância orgânica e histórica não podemos nos calar diante dessa empreitada absurda da nossa indialogável executiva. Ela se alinhou ao PSDB em 2014, ajudou a votar pautas bombas propostas por Eduardo Cunha durante 2015 e agora alinha-se ao golpe de estado encabeçado por forças que não compartilham com nossa ideologia e nosso estatuto.
O PSB não está nos ouvindo e pior que isso: está desmerecendo nossa militância e nossa proposta de diálogo com a base. É diante deste quadro que fazemos esse manifesto para que os militantes aguerridos, de luta, que estão nas ruas contra o golpe, assinem e façam expressar sua vontade contrária ao golpe e aos atuais alinhamentos nada socialista do PSB.
Esse manifesto é para dizer que não seremos uma linha auxiliar do PSDB, muito menos um capacho do PMDB e tampouco tapete para grande mídia. É um manifesto da esquerda brasileira que jamais negará a política e que estará nas ruas quando for preciso para defender nossa causa, nossa ideologia e nossa proposta de nação.
A militância socialista não se calará diante de uma tentativa de levar nosso partido para a direita. Nossa história não permitirá que apoiemos um golpe de estado, muito menos fazer parte de um possível governo sem voto e ilegítimo. OUÇAM A MILITÂNCIA.
Link para o manifesto