Começa a contagem regressiva para Cunha

A TARDE - COLUNA TEMPO PRESENTE
Com Luiz Fernando Lima


Deputados federais baianos, governistas e oposicionistas, são unânimes: os dias de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara, e provavelmente como deputado, estão contados. É só questão de tempo.
Tecnicamente, não há o que discutir, a fatura está liquidada com as robustas provas colhidas contra ele das contas na Suíça.
Politicamente, ele também sofreu um baque. Barganhava com o impeachment de Dilma. Aos oposicionistas oferecia a possibilidade de tocar o processo, aos governistas a de segurá-lo. Em troca, queria a garantia de salvaguardar o mandato, escapar da cassação (leia-se da cadeia).
Foi aí que o bicho pegou. Nem oposição nem governo podiam (muito menos agora) garantir salvá-lo. Não há unidade nos dois lados em torno da causa. E a situação, para Cunha, degringolou de vez quando o STF bateu o pé e disse que impeachment obedece a um rito constitucional que não vinha sendo cumprido. Noutras palavras, não é bem como ele queria.
Em suma, a pauta-bomba agora é Cunha.
Divergência tucana — Álvaro Dias, senador tucano do Paraná, disse em entrevista à Gazeta do Povo, de Curitiba, que sempre achou um erro o PSDB se aproximar de Cunha. E culpou Aécio Neves.
Em suma, a estratégia tucana de tocar o impeachment a qualquer custo faz água.

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