Bancários vão a Brasília contra 'saidinhas'


Contraf quer nova lei de segurança nas agências

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DO BAHIA TODO DIA 30/01/2014 | 17h06

Sem esperança de que as instituições financeiras aumentem investimentos para garantir a segurança de clientes e trabalhadores nas agências bancárias, representantes do setor e dos  vigilantes bateram à porta do governo nesta quinta (30). Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) apresentaram os dados da nova Pesquisa Nacional de Mortes em Assaltos Envolvendo Bancos, lançada nesta semana, e pediram à secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki, que a pasta adote providências para alterar este cenário, que vem se agravando nos últimos anos. 

Uma das sugestões que serão discutidas em três reuniões entre banqueiros, bancários e vigilantes é a instalação de biombos – estruturas semelhantes a tapumes que, colocadas nas laterais do caixa, impediriam que qualquer pessoa observasse a operação que o cliente está fazendo, seja saques ou depósitos.  Em Salvador, algumas agências já adotaram tal medida, mas outras ainda mantêm as estruturas antigas.

A saidinha de banco é o nome popular dado ao golpe em que o criminoso observa as operações feitas dentro das agências e rouba, na saída, os clientes que sacaram alguma quantia mais significativa. O crime provocou 32 mortes, que representa 49% do total de 65 assassinatos em assaltos a bancos registrados no ano passado.

A CNTV ressaltou que essa portaria pode ser uma medida paliativa para minimizar os crimes, mas defendeu a revisão completa da lei que rege a segurança em agências bancarias, que tem mais de 30 anos e não está mais adequada a realidade atual das agências e a insegurança nas ruas.

Fonte: Agência Brasil
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