MEC planeja mudar ensino médio


Educação

Resultado ruim do Ideb vai provocar alteração

DO BAHIA TODO DIA | 18/08/2012 | 11H18

Depois da divulgação dos resultados insuficientes das escolas de ensino médio na última  edição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), na terça, o Ministério da Educação (MEC) planeja uma modernização do currículo, propondo a integração das diversas disciplinas em grandes áreas.

Os dados do Ideb de 2011 indicam melhora na qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental. Os resultados, porém, não são animadores no ensino médio. Entre 2009 e 2011, o Ideb do ensino médio subiu apenas 0,1 ponto, passando de 3,6 para 3,7. A meta nacional esperada para o período foi atingida, mas em nove estados - entre eles a Bahia - o índice piorou em relação à edição anterior.

A partir de segunda (20), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se reúne com os secretários da pasta para discutir a mudança. A inspiração deverá vir do próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), organizado em quatro grandes grupos: Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Essa é a divisão que segue a prova, diferente do modelo tradicional por disciplinas como Química, Português, Matemática e Biologia.

Uma providência já foi adotada para induzir essa modernização dos currículos. A próxima compra de livros didáticos para o ensino médio dará prioridade a obras que estejam organizadas nesse formato. O edital já está sendo preparado. O MEC tem um programa que distribui os livros para todas as escolas e a próxima remessa será para o ano letivo de 2015 – as obras são renovadas a cada três anos. O ministério, no entanto, não deu detalhes de como a ação será implantada.

“O que tem que ficar claro é que não estamos propondo a eliminação de disciplinas, mas a integração articulada dos componentes curriculares do ensino médio nas quatro áreas do conhecimento, em vez do fracionamento que ocorre hoje”, afirmou o  secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as novas diretrizes curriculares do ensino médio que propõem uma flexibilização do formato atual. O diagnóstico é que o currículo do ensino médio é muito inchado – com  12 disciplinas, mais Educação Física – o que, na avaliação do secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari, prejudica a aprendizagem. “O Enem é uma referência importante, mas não é o currículo, ele avalia o currículo. Mas ele traz novidades que têm sido bem assimiladas pelas escolas”, diz o secretário. (Correio)
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