BAHIA ECONÔMICA: VENDA DA BAMIN ESTÁ EM FASE FINAL E DEPENDE DA ANTT. CONCLUSÃO DA FIOL PODE FICAR PARA 2031

 


A venda da Bamin está em fase final de negociação e precisa apenas de duas condições para se concretizar: o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para a troca de controle da concessão ferroviária da Fiol – Ferrovia de Integração Oeste-Leste, e o reequilíbrio do contrato.

O reequilíbrio do contrato está em negociação no órgão regulador e, depois, deverá chegar à secretaria de consenso do Tribunal de Contas da União (TCU).

A compradora é a empresa portuguesa Mota-Engil, que tem como controladora sócia a Communications Construction Company (CCCC), uma das empresas que compõem  o consórcio que vai construir a ponte Salvador/Itaparica,

Segundo Manuel Mota, vice-presidente Mota-Engil, a Bamin chamou a atenção por envolver não apenas o trecho ferroviário, entre Ilhéus (BA) e Caetité (BA), mas também um projeto portuário, em Ilhéus e a operação de uma mina na região, afirmou

“É um projeto complexo, mas que abrange três áreas de competência do grupo. A parte portuária, em que nós temos muita experiência na construção e na operação de portos. A parte ferroviária, em que temos experiência em operação de ferrovia; e também na parte de mineração, na qual também temos experiência de construção e operação de minas”, afirmou ao jornal Valor Econômico.

O executivo afirma que a Mota-Engil é a maior empreiteira do mundo ocidental na área de ferrovias hoje. “Temos mais de 2000 km em construção de ferrovias na África e fizemos quase 2000 km de ferrovias na América Latina nos últimos cinco anos.”

Em relação a Fiol, estaria em debate na ANTT  a prorrogação do prazo da concessão da Fiol e a repactuação do cronograma de obras, de modo a que a conclusão da ferrovia seja adiada de 2027 para 2031. A avaliação é que essas mudanças seriam necessárias para viabilizar a aquisição por ter havido falhas na modelagem da concessão da Fiol, licitada em abril de 2021, na então gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com informações do jornal Valor Econômico.

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