Audiência Pública reuniu sugestões para implantação do transporte coletivo em Guanambi

 


A Prefeitura de Guanambi realizou na tarde desta terça (2), audiência pública para apresentar e discutir o projeto de implantação do transporte público coletivo na cidade. O evento reuniu, além do prefeito Nal Azevedo, secretários municipais, vereadores, técnicos e assessores jurídicos da gestão, além de representantes de vários segmentos da sociedade civil.

 

A proposta prevê a criação de oito linhas de ônibus, sendo seis urbanas e duas distritais e rurais, com ligação entre bairros, centro da cidade e distritos.



A audiência foi uma das etapas que antecedem a abertura do processo licitatório para concessão do serviço. O projeto vem sendo elaborado há cerca de um ano e passou por consulta pública eletrônica, encerrada na segunda-feira (1º). As sugestões apresentadas pela população na consulta e durante a audiência serão reunidas em relatório antes da publicação do edital de licitação.

 

O secretário municipal de Administração, Anderson Ribeiro, afirmou que o município realizou tratativas, estudos e discussões com entidades e órgãos de controle para chegar à fase atual do processo. Ele destacou que a audiência tem o objetivo de colher contribuições para aperfeiçoar o edital e a futura execução do serviço.

 

O prefeito Arnaldo Azevedo frisou que a implantação do transporte coletivo é uma demanda antiga de Guanambi, que o crescimento da cidade e a expansão dos bairros aumentaram a necessidade de um sistema regular de transporte público.

 

Segundo o prefeito, a gestão estuda a criação de uma central de transbordo na Praça Tancredo Neves, com o objetivo de concentrar a chegada e saída dos ônibus e permitir a integração entre os itinerários.

 

A frota prevista terá nove ônibus em operação e dois veículos reserva. Os ônibus deverão ter idade máxima de sete anos, ar-condicionado e condições de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, além de espaços reservados para embarque seguro de idosos e gestantes.




















 

O sistema também deverá contar com bilhetagem eletrônica, embora o pagamento em dinheiro também tenha sido citado como possibilidade. Todos os veículos deverão possuir GPS e monitoramento em tempo real, além de integração com um centro de controle operacional e serviço de atendimento ao usuário.

 

Durante a apresentação, o assessor jurídico Diego Emerson explicou que o valor dependerá do processo licitatório. A concorrência deverá considerar o maior desconto sobre a tarifa técnica, que representa o custo do serviço. A tarifa final ao usuário poderá ser reduzida por meio de subsídio do município.

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