Bnews: Polícia descobre 300 fornos ilegais e apreende toneladas de carvão na Bahia

 

Polícia encontra sinais de desmatamento irregular e documentos suspeitos que tentavam legalizar a atividade criminosa  |   Bnews - Divulgação Divulgação / PM


por Redação Bnews

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Uma área usada para produção ilegal de carvão vegetal no sudoeste da Bahia virou alvo de uma grande operação da Polícia Militar (PM). O saldo chama atenção: mais de 30 toneladas de carvão apreendidas, madeira nativa retirada de forma irregular e cerca de 300 fornos clandestinos identificados, muitos deles ainda em funcionamento.

A ação aconteceu no último dia 15, em Palmas de Monte Alto, e foi conduzida por equipes da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA) de Lençóis.

O mapeamento partiu de inteligência e ganhou precisão com o uso de drones, que ajudaram a localizar uma estrutura organizada no meio da vegetação.

Produção ilegal no meio da mata
No local, os policiais encontraram madeira retirada dos biomas Cerrado e Caatinga sendo usada na fabricação do carvão. Segundo a polícia, havia sinais claros de desmatamento irregular. Também apareceram indícios de tentativa de “legalizar” a atividade com documentos florestais suspeitos, papéis que, na prática, serviriam para encobrir a origem ilegal da produção.

Parte do material foi apreendida ainda durante a operação. Os responsáveis acabaram levados para a Delegacia Territorial de Guanambi, onde o procedimento foi registrado.

Fornos começaram a ser destruídos
Como desdobramento, os agentes iniciaram a destruição dos fornos usados na carbonização da madeira. A medida atinge diretamente o funcionamento da atividade ilegal, já que impede a continuidade da produção no local.

A quantidade de fornos encontrados e o volume de material recolhido colocam a operação entre as maiores já registradas no estado nesse tipo de combate.

As equipes ainda fizeram um mapeamento detalhado da área, registrando a extensão da atividade irregular e os pontos de extração de madeira. A expectativa é que novas fases da operação avancem sobre outras regiões próximas, onde há suspeita de funcionamento de estruturas semelhantes. A área seguirá sob monitoramento da polícia para evitar a retomada da atividade ilegal.

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