BAHIA ECONÔMICA: OBRA DA FIOL ESTÁ PERTO DE SER RETOMADA APÓS ACORDO; VEJA

 


João

A obra da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) pode finalmente ser retomada em breve. A multinacional portuguesa de engenharia e gestão de infraestruturas Mota-Engil avançou no termo de compra da Bamin, atual controladora e responsável pela construção de um dos trechos da Fiol. Em entrevista à coluna de Milena Teixeira, do portal Metrópoles, o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Marcus Cavalcanti, afirmou que o processo de auditoria, chamada de due diligence, está em fase final e deve ser concluído até o fim de maio.

Ainda de acordo com ele, após firmar o termo de compra, a empresa portuguesa vai precisar cuidar dos trâmites junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para iniciar a obra. “Na sexta-feira, sinalizaram que estavam finalizando a fase de due diligence. O cronograma prevê que, no fim de maio, seja feito o “close” e o negócio seja fechado”, declarou o secretário.

A Mota-Engil tem como principal acionista a estatal China Communications Construction Company, uma das empresas do consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica.

Ferrovia estratégica

A estrada de ferro que promete revolucionar o transporte de cargas no estado, faz parte de um projeto ambicioso que pretende ligar o oceano Atlântico, através do Porto Sul, em Ilhéus, ao Pacífico, mais precisamente a Porto Chancay, no Peru.

As obras estão paradas desde março de 2025, quando a Banim suspendeu a intervenção por conta de problemas financeiros. Apesar da paralisação, boa parte das obras do corredor ferroviário já foram executadas, como 75% da Fiol 01 (Ilhéus/Caetité), 71% da Fiol 02 (Caetité/Barreiras) e 30% da Fico 01 (Mara Rosa/GO a Água Boa/MT).

Em janeiro, o presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram com o vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil, Manuel Antonio, para destravar o projeto. Para a China, o financiamento de uma ferrovia que liga os dois oceanos é estratégica, por conta da conturbada situação política enfrentada na América do Sul com o interesse dos EUA na região.

Foto: Divulgação/Bamin

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