Patrimônio Rupestre da Bahia: Saiba como o Inema integra a proteção ambiental e o patrimônio arqueológico na Bahia
Foto: Divulgação/Inema
Espalhadas por paredões rochosos e abrigos naturais, as pinturas rupestres da Bahia são mais do que registros do passado: são parte viva do território protegido pelo Estado. Ao integrar a salvaguarda do patrimônio arqueológico à gestão das Unidades de Conservação (UCs), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) fortalece uma política ambiental que reconhece a indissociabilidade entre natureza, cultura e memória.
Por isso, nesta semana, a série especial "Patrimônio Rupestre da
Bahia" apresenta como a proteção desses registros milenares vem sendo
fortalecida em diferentes regiões do estado, articulando conservação da
biodiversidade, pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento
sustentável.
Por milhares de anos, populações ancestrais registraram nas rochas do
território baiano cenas do cotidiano, da fauna, de rituais e da relação com a
natureza. Hoje, essas pinturas rupestres integram um dos mais relevantes
patrimônios arqueológicos do estado e estão protegidas dentro das UCs administradas
pelo Inema.
A atuação do órgão ambiental estadual consolida uma política pública que
articula conservação da biodiversidade e salvaguarda da memória cultural,
reconhecendo que natureza e cultura constituem um mesmo território de proteção.
De acordo com o artigo 216 da Constituição Federal, os sítios
arqueológicos são patrimônios culturais brasileiros, cabendo ao Poder Público,
com a colaboração da comunidade, promovê-los e protegê-los por meio de
inventários, registros, vigilância e outras medidas legais. No contexto baiano,
essa diretriz é incorporada à gestão territorial e ao planejamento ambiental
conduzidos pelo Inema.
Para a diretora de Sustentabilidade e Conservação do instituto, Jeanne
Florence, os sítios arqueológicos são registros materiais de populações que
ocuparam esses territórios ao longo do tempo e integram os atributos das áreas
protegidas.
“Eles compõem o contexto ambiental e cultural dessas paisagens e se
somam à biodiversidade como um patrimônio que precisa ser preservado. Estarem
inseridos em Unidades de Conservação é fundamental para garantir sua proteção,
além de possibilitar pesquisas científicas e visitação pública de forma
ordenada, contribuindo para a educação ambiental e a valorização da história
associada ao território”, afirma.
Ao integrar a proteção do patrimônio cultural às estratégias ambientais,
a Bahia fortalece uma política de conservação ampliada — em que preservar
ecossistemas também significa proteger os vestígios da presença humana
ancestral.
Amanhã (04), na próxima reportagem da série,
conheça o Parque Estadual da Serra dos Montes Altos, onde biodiversidade e
sítios arqueológicos convivem em um mesmo território protegido.
Fonte
Texto:
Matheus Santana/ASCOM
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