Sertão Produtivo: onde o agro conecta histórias, tecnologia e pessoas

                                                                                     Danilo Birnfelt


No coração da Bahia, o Sertão Produtivo guarda mais que terras férteis: guarda histórias de resistência, inovação e conexão. De Ceraíma ao Vale Irrigado, passando por Malhada e Carinhanha, a região pulsa com produção e movimento: culturas adaptadas pela Embrapa — morango, pera, caqui, maçã — florescem lado a lado com mandioca, banana, manga e uva, que abastecem 75% da feira livre local. Grandes fazendas, divisores de água e geradoras de emprego, produzem sorgo, capim, algodão, milho e soja, enquanto a bacia leiteira cresce sem parar, com mais de 580 mil litros de leite por dia, escoando para mais de cinco laticínios.

Em meio a esse potencial, uma rede de informação conecta pessoas, campo e tecnologia. Um espaço que percorreu milhares de quilômetros em feiras e eventos, reuniu centenas de entrevistas e levou conhecimento a dezenas de milhares de ouvintes e telespectadores. Essa rede não só compartilha conhecimento, mas democratiza o acesso à informação, fortalece debates, mobiliza produtores e impulsiona iniciativas que transformam a região.




Essa conexão se materializa em feitos concretos: a retomada da Exposição Agropecuária, após oito anos, a criação da Ageagro, fortalecendo o setor local, e a mobilização em momentos críticos, como a seca prolongada, que uniu sociedade e produtores em torno de soluções. Tudo isso registrado em “Oito Anos Depois”, um livro que documenta a trajetória de uma região que aprende, ensina e se reinventa.

O Sertão Produtivo mostra que o agro é mais que produção: é uma rede viva, uma força que conecta pessoas, tecnologia, campo e sociedade. E é nessa conexão que se revela o verdadeiro potencial de Guanambi e da região — onde o futuro do agro se constrói todos os dias, com conhecimento, trabalho e coragem.

Matéria: Danilo Birnfelt

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