Governo da Bahia participa do lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio
O
Governo da Bahia, por meio da Secretaria das Mulheres (SPM), participou do
lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, nesta quarta-feira
(4), em Brasília. A iniciativa representa um marco histórico no enfrentamento à
violência letal contra mulheres ao reunir, de forma inédita, os Três Poderes da
República em ações integradas de prevenção, proteção às vítimas e
responsabilização dos agressores.
Representando
o governador Jerônimo Rodrigues, a secretária das Mulheres do Estado, Neusa
Cadore, participou da solenidade no Salão Nobre do Palácio do Planalto, ao lado
do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra das
Mulheres, Márcia Lopes, e de autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário.
“Esse é um
momento histórico, em que o presidente da República dá mais um passo
extremamente importante no enfrentamento ao feminicídio. O governador Jerônimo
Rodrigues está conosco nessa caminhada. Estamos aqui representando um governo
que firmou o Pacto de Prevenção ao feminicídio e que, no dia a dia, constrói
políticas de enfrentamento à violência de gênero, de cuidado, proteção e
autonomia para as mulheres. Estar no Palácio do Planalto, na assinatura do
Pacto Brasil contra o Feminicídio, é poder testemunhar a transformação de uma
luta histórica em política pública concreta”, afirmou Neusa Cadore.
O pacto prevê
compromissos voltados à transformação da cultura institucional dos três
Poderes, à promoção da igualdade entre homens e mulheres, ao enfrentamento do
machismo estrutural e à incorporação de respostas a novos desafios, como a
violência digital contra mulheres. Para garantir a efetividade das ações, foi
instituída uma estrutura formal de governança, com a criação do Comitê
Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República, com
participação do Ministério Público e das Defensorias Públicas, assegurando
articulação federativa, monitoramento contínuo e transparência.
O pacto
reconhece que a violência contra mulheres e meninas é uma crise estrutural e
estabelece uma governança nacional com metas, monitoramento permanente e
prestação pública de contas. A estratégia de comunicação é orientada pelo
conceito “Todos juntos por todas”, convocando toda a sociedade, especialmente
os homens, a atuar como aliada na prevenção da violência de gênero.
“Estamos
reconstruindo e ampliando a política de enfrentamento à violência contra as
mulheres, com ações concretas, presença nos territórios e integração entre os
serviços. Proteger a vida das mulheres exige políticas públicas estruturadas,
permanentes e articuladas entre os Poderes da República”, destacou a ministra
das Mulheres, Márcia Lopes.
A Bahia atua de forma integrada
Na Bahia, o
compromisso com o enfrentamento ao feminicídio se materializa por meio da
adesão ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, da criação do Comitê
Permanente Interinstitucional de Prevenção à Violência e Enfrentamento ao
Feminicídio e do Grupo de Trabalho Intersecretarias. As instâncias reúnem
secretarias de Estado, além do Tribunal de Justiça, Ministério Público e
Defensoria Pública.
O Comitê atua
de forma alinhada às diretrizes nacionais, acompanhando e qualificando fluxos e
protocolos voltados ao enfrentamento da violência e dos crimes contra a vida
das mulheres, garantindo respostas mais efetivas do Estado.
Já o Grupo de
Trabalho Intersecretarias tem como missão a construção de uma política estadual
articulada e estrutural de enfrentamento à violência política de gênero e raça,
fortalecendo a democracia e a participação das mulheres.
O comitê
também é responsável pela elaboração do Plano Estadual de Enfrentamento à
Violência contra as Mulheres, atualmente em construção, com propostas que
integram áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança Pública,
Justiça, Cultura e Comunicação.
“A adesão ao
pacto é um compromisso coletivo e histórico do Governo da Bahia com a defesa da
vida e da dignidade das mulheres. Nosso papel é articular políticas públicas
que cheguem aos territórios, fortaleçam a rede de proteção e previnam a
violência antes que ela chegue ao extremo”, reforçou a secretária Neusa Cadore.
Impacto do Pacto Nacional Brasil
contra o Feminicídio
O pacto prevê
mudanças concretas no dia a dia, como: medidas protetivas mais rápidas e
eficazes, com redução do tempo entre a denúncia e a proteção da mulher; atuação
integrada do Estado, com compartilhamento de informações entre Executivo,
Legislativo, Judiciário e órgãos de controle; fortalecimento da prevenção, com
campanhas permanentes, educação em direitos e envolvimento dos homens como
parte da solução; maior responsabilização dos agressores, com processos mais
céleres e menos impunidade; atenção especial às mulheres em maior
vulnerabilidade, como negras, indígenas, quilombolas, periféricas, do campo,
com deficiência, jovens e idosas; enfrentamento à violência digital; e
transparência e cobrança de resultados, com relatórios periódicos e metas
monitoradas.
Sensibilização durante todo o ano
A Secretaria
das Mulheres do Estado da Bahia (SPM) investe de forma contínua em campanhas de
sensibilização e prevenção, realizadas ao longo de todo o ano em eventos
populares e em espaços de ampla circulação.
Um exemplo é a
Campanha de Prevenção à Violência que acontece durante o Campeonato Baiano de
Futebol (Baianão 2026). A campanha leva aos estádios mensagens de
enfrentamento à violência contra a mulher e pelo Feminicídio Zero, por meio de
ações educativas, distribuição de materiais informativos e mobilização do
público, ampliando o alcance da pauta para milhares de torcedores. A iniciativa
é realizada em parceria com o Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia
(Irdeb), Federação Baiana de Futebol, os times que disputam o campeonato, a
Defensoria Pública-Geral do Estado e a Polícia Civil da Bahia.
A SPM também
desenvolve ações com a Unidade Móvel, com campanhas educativas permanentes,
formação de agentes públicos e iniciativas nos municípios baiano, reforçando o
compromisso do Estado com a prevenção da violência de gênero, da importunação
sexual e do assédio, além da conscientização da sociedade e do fortalecimento
da rede de apoio às mulheres em situação de violência.
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