Desvendando a História de Guanambi e da Ocupação do Sertão Baiano
A história de Guanambi e do Sertão Baiano é profundamente marcada por uma rica herança cultural, histórica e arqueológica. A cidade, que comemora 105 anos de emancipação política hoje (14 de Agosto de 2024), evoluiu de uma pequena vila conhecida como Beija-Flor para se tornar a atual “Capital dos Ventos”. Ao longo desse processo, Guanambi e outras cidades históricas da região, como Rio de Contas, Urubu de Cima (Paratinga), Caetité, e Palmas de Monte Alto, passaram por diversas transformações econômicas, políticas e culturais.
Uma
pesquisa sobre Guanambi revela a importância de preservar e conservar os 87
sítios arqueológicos da cidade, além de mais de 378 sítios espalhados pelo
território do Sertão Produtivo. Esses vestígios materiais, deixados pelos povos
originários que habitaram a região por milhares de anos, são essenciais para
entender a herança cultural, que inclui as artes rupestres, a culinária, a
cultura popular, a religiosidade, a música e os valores políticos e ideológicos
transmitidos de geração a geração.
A
contribuição dos povos afro-brasileiros também é destacada, especialmente no
que diz respeito à mão de obra escrava, que desempenhou um papel crucial na
construção das riquezas regionais, incluindo casarões, mansões, fazendas, e no
desenvolvimento da agricultura e da pecuária. Foram mais de 300 anos de resistência
e luta contra a opressão.
Além dos povos originários, temos
também a história dos portugueses, que
foram os invasores do nosso Brasil. Não podemos deixar de registram a
importância da história das famílias dos portugueses. A miscigenação dos povos indígenas,
negros e brancos é que geraram o nosso rico patrimônio histórico e a nossa
identidade cultural.
As belezas das nossas riquezas
naturais é uma lacuna no desenvolvimento da cidade, que precisam de
valorização, promoção e preservação, através da defesa do patrimônio histórico,
cultural e ambiental: Monte Pascoal; Lajedo Novo; Lagoa de João Amaral; Pedra
do índio e os diversos sítios arqueológicos; Barragens de Ceraíma e do Poço do
Magro; História, Lajedo e Túmulo de Leocádia; Casarão do Poço Comprido; valorização
dos museus da cidade (Fundação Joaquim Dias Guimarães, Memorial Casa de Dona Dedé, Casa de Teixeirinha e Sobradinho de Joaquim
Domingues de Souza); Mercado das Artes; Solar dos Barros em Mutans; Fazendas
Históricas; e a promoção da nossa rica cultura popular, das festas tradicionais
e as artes.
Parabéns
Guanambi pelos 105 anos de emancipação política e lutas e labutas do nosso
povo!

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