4 de mar. de 2022

VÃO CENTRAL DA PONTE SALVADOR ITAPARICA CORRESPONDE A 21% DO TOTAL DA OBRA

 

BAHIA ECONÔMICA

VÃO CENTRAL DA PONTE SALVADOR ITAPARICA CORRESPONDE A 21% DO TOTAL DA OBRA

O vão central da ponte Salvador Itaparica será uma obra desafiadora para o Consórcio da Ponte Salvador-Itaparica. Segundo informações do Jornal Correio, as duas colunas do vão central terão 205 metros de altura, acima do nível mar, além de 60 metros de profundidade e mais 40 debaixo da terra. Somente a estrutura responde por 21% do investimento de quase R$ 7 bilhões previsto na implantação do novo sistema viário.

O projeto aguarda todas as autorizações e licenças necessárias para iniciar as obras, e nesse período o Consórcio ajusta os detalhes do que deve ser um dos maiores desafios de engenharia da história do Brasil. E neste complexo de estruturas desafiadoras, o grande destaque fica para o vão principal da obra. Começará a ser construído no primeiro dia de obras e a sua conclusão marcará o fim da empreitada, se tudo der certo em um prazo de quatro anos. As demais etapas deverão ser concluídas neste período.

A conclusão da obra é apontada por quem está à frente do consórcio como uma prioridade para os investidores. Isso porque trata-se de uma PPP (parceria público-privada) em que a remuneração se dará sobretudo pela prestação do serviço. Pelo contrato, 90% das receitas do consórcio serão oriundas da tarifa, enquanto 5,24% serão da contraprestação pública e 4,67%, de aportes de recursos. Ou seja, para faturar precisam que a ponte esteja de pé. As projeções da empresa são de que no início da operação pouco mais de 51 mil veículos utilizem o acesso diariamente. E que este número salte para 136 mil depois de 35 anos.

Além disso, a ponte deverá ser responsável por 5 mil empregos diretos na fase de obras, que serão divididas em três canteiros: um em Itaparica, outro em Salvador, além do terceiro, no Estaleiro Enseada, onde serão construídas as estruturas pré-moldadas. Salvador deve ser o último canteiro de obras a ser implantado porque, a pedido da Marinha, o consórcio terá que abrir um novo canal de acesso para os navios que chegam ao Porto de Salvador. O atual canal está muito próximo da futura ponte.

Foto: divulgação

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