Bahia consolida liderança nacional em energias renováveis com avanços em eólica e solar
Foto: Mário Marques
Estado se destaca no país com alto potencial natural, expansão da capacidade
instalada e forte impacto econômico nos municípios
A Bahia
segue consolidando sua posição de destaque no cenário nacional de energias
renováveis, impulsionada pelo desempenho expressivo dos setores eólico e solar.
Os dados dos Informes Executivos de Eólica e Solar produzidos, neste mês de
março, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) apontam que o estado
reúne condições naturais estratégicas, aliadas a políticas de incentivo, que
sustentam o crescimento contínuo dessas fontes.
Na
geração eólica, a Bahia lidera o país, respondendo por cerca de 37% da produção
nacional em 2025, avanço significativo em relação aos anos anteriores. O estado
conta com 381 usinas em operação e potência outorgada de 11,8 GW, com
investimentos estimados em R$ 77 bilhões e geração de aproximadamente 118 mil
empregos em toda a cadeia produtiva. Somente em janeiro de 2026, foram gerados
2.498 GWh, volume suficiente para atender milhões de residências.
De acordo
com o secretário em exercício da pasta, Aécio Moreira, o desempenho é
impulsionado por um dos principais diferenciais do estado: o chamado “corredor
de ventos”, caracterizado por ventos constantes, estáveis e unidirecionais, que
garantem alta eficiência operacional dos parques eólicos.
“Já no
segmento solar, a Bahia também ocupa posição de liderança no Nordeste, com destaque
tanto na geração centralizada quanto na distribuída”, diz. O estado possui 101
usinas em operação e potência outorgada de 2,97 GW, além de ter gerado 397 GWh
em janeiro de 2026. A capacidade instalada alcança ainda 2,5 GW na geração
distribuída, presente em todos os 417 municípios baianos.
O avanço
da energia solar é sustentado pelos elevados níveis de irradiação, superiores a
6 kWh/m² dia, e pela estabilidade climática ao longo do ano. Em 2025, o estado
ampliou sua capacidade instalada em cerca de 16% na geração centralizada e 23%
na distribuída.
Além do
impacto energético, os dois segmentos têm forte relevância econômica. Durante a
implantação dos empreendimentos, especialmente no setor eólico, há aumento na
arrecadação municipal, sobretudo via ISS, além da geração de empregos e
dinamização das economias locais.
Com
potencial estimado de centenas de gigawatts para expansão e condições naturais
privilegiadas, a Bahia se mantém como referência nacional na transição
energética, combinando crescimento econômico, interiorização do desenvolvimento
e fortalecimento de uma matriz limpa e sustentável.
Fonte
Ascom/SDE
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