Bahia apresenta avanços e aposta em nova carteira bilionária para desenvolvimento verde e inclusivo
Foto: Eduardo Andrade/SDE
Secretário Angelo Almeida destacou geração de empregos, expansão industrial,
economia verde e interiorização dos investimentos durante apresentação no Salão
Sebrae, em Salvador
Em
apresentação realizada nessa quinta-feira (26), no Salão Sebrae das Cidades
Empreendedoras 2026, em Salvador, o secretário de Desenvolvimento Econômico da
Bahia (SDE), Angelo Almeida, apresentou um panorama das realizações e
oportunidades do Estado no ciclo 2023-2025, defendendo a Bahia como “motor do
crescimento verde e inclusivo”. A estratégia do governo combina atração de
investimentos, fortalecimento do ambiente de negócios, segurança jurídica e
foco na redução das desigualdades sociais.
De acordo
com o gestor, a política de desenvolvimento econômico adotada pelo governador
Jerônimo Rodrigues resultou na geração de 251.028 novas vagas formais de
trabalho entre 2023 e 2025, com base em investimentos públicos robustos,
política ativa de atração e estímulo ao empreendedorismo. “O crescimento
econômico deve ser medido não apenas por cifras, mas por sua capacidade de
ampliar oportunidades para trabalhadores, jovens e pequenos empreendedores.”,
diz.
Segurança
jurídica
Um dos
pontos centrais da palestra foi a ênfase na segurança jurídica como base do
fomento industrial. O secretário destacou a Lei 14.318/2021 como marco da
regularização da política fundiária estadual, além do Decreto 23.947/2025, que
trata do regime jurídico dos bens imóveis do Estado, e da Portaria 005/2026,
voltada à regulamentação de critérios técnicos para avaliação, atualização
monetária e valoração. “Esse arcabouço busca dar previsibilidade aos contratos
de concessão de áreas destinadas ao desenvolvimento industrial.”, diz o
secretário.
A
apresentação também reforçou o trabalho que tem sido feito para posicionar a
Bahia como um hub global da economia verde. Nesse eixo, o governo destaca a
instalação da fábrica da BYD, associada à consolidação da Bahia na mobilidade
elétrica; a chegada das multinacionais Goldwind e Sinoma Blade ao polo de
Camaçari, no segmento de componentes para energia eólica; e a entrada em
operação de 162 parques eólicos e solares nos últimos três anos, com impacto estimado
em R$ 8 bilhões em investimentos.
Biocombustíveis
Outro
destaque foi a agenda de biocombustíveis, tratada como uma das frentes mais
promissoras da nova economia baiana. O secretário citou o projeto de SAF
(combustível sustentável de aviação) da Acelen, com previsão de US$ 3 bilhões
em investimentos e impacto de 80 mil novos empregos, além da produção anual
estimada em 1 bilhão de litros de SAF e diesel renovável (HVO). No Oeste
baiano, foi apontado o avanço do etanol de milho com dois projetos: o da
Inpasa, em Luís Eduardo Magalhães, com R$ 1,3 bilhão em investimentos, 2.500
empregos e produção de 460 milhões de litros por ano; e o da Biocombustível
Oeste, em Jaborandi, com R$ 820 milhões, 2.500 empregos e produção de 622
milhões de litros anuais.
A
interiorização do desenvolvimento apareceu como outro eixo estratégico da
política estadual. São mais de 90% dos investimentos serão implantados no
interior da Bahia, em linha com a diretriz de descentralização industrial e
desenvolvimento regional equilibrado. A ideia, segundo o secretário, é reduzir
a concentração econômica, fortalecer os territórios e permitir que o
trabalhador permaneça em sua cidade de origem com acesso a novas oportunidades.
O gestor
defendeu um modelo de desenvolvimento baseado em três pilares: atração global,
responsabilidade executiva e redução de desigualdades. A Bahia busca se
projetar como destino competitivo para grandes investimentos, sem abrir mão de
associar crescimento econômico à inclusão social e à transição verde.
Fonte
Ascom/SDE
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