Agronegócio respondeu por 22,1% da economia baiana em 2025
Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Com os resultados do quarto trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), consolidou crescimento em 2025. O setor avançou 4,0% em termos reais, considerando a produção descontada a variação de preços, e 4,6% em termos nominais. Em valores correntes, o agronegócio movimentou R$ 118,4 bilhões no ano, frente a R$ 108,6 bilhões em 2024. Com esse desempenho, a participação do agronegócio na economia baiana fechou 2025 em 22,1%, indicando que para cada Real (R$) que circulou na economia R$ 0,22 foi gerado no Agronegócio.
Apesar do
resultado anual positivo, no último trimestre de 2025 houve queda de 3,9% no
valor nominal do PIB do agro, na comparação com o mesmo trimestre de 2024,
oscilando de R$ 25,1 bilhões para R$ 24,1 bilhões. A perda de R$ 970 milhões em
valor nominal foi ocasionada pela redução nos preços das commodities
agropecuárias e da indústria alimentícia, que registram, respectivamente,
variações médias de -12% e -8%, entre 2024 e 2025. Com esse resultado, a
participação do agronegócio na economia baiana no trimestre ficou em 18,5%,
ante uma participação de 21,3% no mesmo trimestre de 2024.
Apesar do
menor valor nominal, a variação real – que mede a produção descontando os
movimentos nos preços – apontou crescimento de 1,9% na produção física do
agronegócio, na comparação entre os últimos trimestres de 2024 e 2025. Esse
crescimento real foi influenciado tanto pela variação positiva da demanda final
(+1,1%), quanto pelo desempenho da produção das culturas colhidas no período
(lavouras temporárias e permanentes) e ainda a produção de bovinos, que
registraram aumento médio de 9% no último trimestre de 2025.
Dentre os
grupos do agronegócio, a maior participação veio das atividades ligadas à
demanda final (distribuição e consumo), que responderam por 59,7% no trimestre.
Esse grupo costuma concentrar maior peso no quarto trimestre, em função do
aumento do consumo e da menor participação das lavouras no período. Na sequência,
aparece a produção agropecuária, com participação de 17,9% na atividade do
agronegócio.
Fonte:
Ascom/SEI
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