A TARDE - Por Levi Vasconcelos: Dos minerais que Trump quer, a Bahia está cheia, com o lítio incluso
Donald Trump -
Após um tempo de andanças por São Paulo e mundo afora, o geólogo João Cavalcanti, o Perdigueiro, assim chamado pela expertise em farejar minas, está de volta à cena baiana e chega com boas notícias: o Vale do Paramirim, no pedaço que vai de Caetité a Ibipitanga, englobando mais de 50 municípios, tem lítio da melhor qualidade.
– É igual ao das minas de Elon Musk, em Nevada, dos melhores do planeta.
Ainda há vantagens adicionais. Lá nos EUA Musk entrou em litígio com os índios Sioux. E cá, em Minas também tem, mas incrustrado em rochas de granito, para tirar tem que triturar e cá a conversa é bem diferente:
– Na Bahia o lítio está em argilas iônicas, no barro. É só passar água que ele vem.
Vulcões baianos –Cavalcanti, que já fez parcerias com o banqueiro Daniel Dantas e a família Moraes, de Antonio Ermírio de Moraes, da Votorantim, diz que o mix dos minerais estratégicos é vasto e a Bahia tem.
– Um aparelho celular, por exemplo, tem 37 minerais. E o lítio está entre eles.
Nos estudos baianos ele aponta que a Bahia tem cinco vulcões extintos, todos na Chapada Diamantina, e isso é um potencial excepcional.
Minerais críticos e estratégicos são assim chamados porque não são tão fáceis de achar, mas são fundamentais para as tecnologias atuais e futuras. Além do lítio, estão também o nióbio e as terras raras.
E são em torno deles que Trump, o presidente dos EUA, sinalizou que quer negociar no bojo do tarifaço. Resta saber quem vai pegá-los.
COLUNA
Levi Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Vinicius


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