A tortuosa ditadura de 64 serve de exemplo para afastar qualquer tentativa de anistia aos golpistas
Há 61 anos, o Brasil sofria um golpe civil-militar que se estendeu por mais de duas décadas e cujos efeitos negativos perduram até hoje. A impunidade prevaleceu após uma ditadura que praticou terrorismo de Estado, corrupção, empobrecimento da população, concentração de renda, aumento da dívida pública e subserviência aos interesses norte-americanos.
Os ditadores de 64 e seus apoiadores prejudicaram gerações de brasileiros e interromperam um ciclo de avanços democráticos. Sua pior herança foi, sem dúvida, a impunidade concedida àqueles que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. Como consequência, após a redemocratização, testemunhamos o golpe contra Dilma Rousseff e a tentativa de golpe bolsonarista entre 2022 e 2023. Os fatos demonstram que qualquer conciliação com golpistas representa um risco mortal para a democracia.
Não é coincidência que, seis décadas depois, os herdeiros políticos dos militares de 64 – liderados por Bolsonaro – tenham que responder à Justiça. Se o Brasil tivesse seguido o exemplo da Argentina, onde a alta cúpula militar e seus colaboradores foram devidamente punidos, o lavajatismo e o bolsonarismo jamais teriam prosperado em nosso país.
Nesta data, é fundamental homenagear todos os mártires que lutaram por um Brasil soberano e democrático. “Ainda estamos aqui” – e sempre estaremos. Nossa maior homenagem é lutar para que os golpistas respondam por seus crimes conforme a lei.
SEM ANISTIA!
Josias Gomes
Deputado Federal do PT/Bahia
Vice-líder do PT na Câmara
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