Revista Integração: A casa grande do Poço Comprido em Guanambi




A casa grande da Fazenda Poço Comprido faz parte da história regional e é um monumento arquitetônico que guarda imagens do tempo da escravidão com os resquícios do alicerce da senzala e o antigo pelourinho.




A área total de construção mede 712 metros², que formam as seguintes dependências: 1 sala de despejo, 1 cozinha, 1 Quarto para arreios, 1 Casa de Farinha, 4 Salas, 2 Alcovas, 2 Quartos, 1 Quarto de Sótão e 2 Depósitos, totalizando 12 cômodos. 

O casarão fica localizado na zona rural de Guanambi e o acesso à fazenda se faz partindo-se da sede do município pela BR-030, na direção de Palmas de Monte Alto. Na altura de 5 km depois do antigo matadouro, toma-se à direta uma estrada vicinal onde percorrerá 12 km até chegar no casarão do lado esquerdo.

O casarão histórico foi construído em 1833, conforme data registrada na porta principal do imóvel. A casa foi construída por Antônio Pereira de Castro, segundo sua bisneta, Maria Rita de Castro (1955). A pintura policromada teria sido executada por Francisco Alves Badaró.



Em 1936, no dia 25 de setembro, Theodoro Pinto Cardoso e sua mulher, Amélia Pinto Cardoso, descendente direta de Antonio Pereira de Castro, vendem a propriedade a João Antonio dos Santos Malheiros, segundo escritura registrada no livro 13, fls. 93 e 94 do Tabelionato de Notas da Coletoria de Guanambi.

No dia 31 de dezembro de 1955 Joaquim Fernandes compra a propriedade, segundo escritura registrada no livro 39, fls. 50 e 52 do Tabelionato Oficial da Comarca de Guanambi.

Em 23 de novembro de 1961 a propriedade é vendida ao Senhor Hildo Malheiros, conforme escritura registrada no livro 46, fls. 90 e 92, do Cartório de Registros e Hipotecas de Guanambi. 

Em 2003, o ex-Prefeito Nilo Coelho comprou a fazenda e concedeu por concessão de uso para a Prefeitura Municipal de Guanambi, que realizou a restauração do casarão e implantou um projeto de criação de ovinos e caprinos.

Atualmente, o casarão está com sérios problemas em sua estrutura: goteiras no telhado, problemas no reboco das paredes e cupins nas janelas e portas do casarão. 

A Prefeitura Municipal precisa urgentemente realizar uma reforma no casarão, dinamizar uma política de valorização do patrimônio histórico e potencializar o turismo local e regional com a criação do “Museu do Sertão”.

A fazenda também abriga um belo pomar, a estrutura dos currais de ovinos e caprinos e uma linda barragem.  














Artigo publicado pela revista Integração do Vale, abril de 1993, com a colaboração de Elísio Cardoso Guimarães.

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