Opinião


Estudos da bancada

Título: A Ferrovia de Integração Oeste-Leste


O cronograma de execução da obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste já foi estabelecido. As obras estão marcadas para começar em novembro deste ano, logo após a liberação da licença ambiental – o que deve ocorrer em 70 dias. O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), por exemplo, já foram entregues.

Como parte do Plano Nacional de Viação, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste intenciona, também, conectar o estado baiano à malha ferroviária nacional em direção à Ferrovia Norte-Sul, promovendo dessa forma a integração regional entre Brasília, Goiás, Tocantins, Bahia, Sul do Piauí e rotas marítimas do Oceano Atlântico – trazendo, dessa forma, impacto significativo no desenvolvimento econômico da Bahia.

A estrada de ferro terá 1.500 quilômetros de extensão, sendo 1.100 em território baiano percorrendo 32 municípios. No território baiano, a maior parte do trecho passará pelo município de São Desidério, maior produtor de algodão e de grãos do Brasil.

O objetivo da ferrovia será promover o escoamento das cargas do centro-oeste brasileiro e baiano (grande produtor agrícola e mineral), oferecendo um complexo logístico composto por ligações rodoviária e hidroviária, conforme prevê o projeto estadual de desenvolvimento da infra-estrutura de transportes.

A ferrovia contribuirá, por exemplo, para o escoamento da produção de minério de ferro, grãos e farelos, álcool, açúcar e algodão, biocombustível e derivados de petróleo – com destaque especial para o agronegócio do Oeste baiano e as jazidas minerais da área de Caetité, no Sudoeste.
Vista como solução logística para o desenvolvimento da Bahia, a Ferrovia Oeste-Leste propiciará, além da conexão com a malha ferroviária nacional:


  • redução de custos sociais e privados do transporte de insumos e produtos;

  • aumento da segurança e redução dos gastos em manutenção de rodovias;

  • aumento da competitividade dos produtos do agronegócio, potencializando a implantação de novos pólos agroindustriais;

  • dinamização das economias locais (alavancando novos empreendimentos na região);

  • desenvolvimento agrícola da região oeste do estado, cuja previsão é de uma produção de 6,7 milhões de toneladas em 2015;

  • oportunidade aos pequenos produtores, que terão maior facilidade em escoar seus produtos e custos menores;

  • geração de empregos, com cerca de 30 mil empregos diretos;

  • aumento da arrecadação de impostos.

A expectativa do Governo do Estado é a de que o trecho Ilhéus-Caetité esteja pronto em julho de 2011, o trecho Caetité/Correntina-Barreiras seja concluído em julho de 2012 e o trecho de Correntina-Barreiras até Figueirópolis, no estado do Tocantins, fique pronto em dezembro de 2012. Ao todo, para concretizar tal obra, serão gastos cerca de R$ 6 bilhões.

Assessoria Econômica e de Fiscalização
Pedro Marques Santana Economista
Luiz Fernando A. Lobo Economista

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