19 de jul. de 2022

BAHIA ECONÔMICA: DESMATAMENTO NA BAHIA CRESCE E ASSUSTA AMBIENTALISTAS

 

DESMATAMENTO NA BAHIA CRESCE E ASSUSTA AMBIENTALISTAS

BAHIA ECONÔMICA

Segundo o Relatório Anual de Desmatamento no Brasil do MapBiomas, divulgado nessa segunda-feira (18), a Bahia é o quinto estado brasileiro com maior devastação no país, com média de perda diária de 417 hectares por dia. A taxa representa um aumento de 43,5% em relação ao ano anterior.

Sete municípios baianos estão na lista dos 50 que mais desmataram em 2021. São eles: São Desidério (12º), Formosa do Rio Preto (15º), Jaborandi (19º), Cocos (38º), Correntina (39º), Santa Rita de Cássia (45º) e Baianópolis (47º). Além do foco apontado no oeste do estado – onde se encontram os municípios citados -, o relatório ainda mostra que a concentração principal de desmatamento está na Amazônia.

Diretor executivo da SOS Mata Atlântica e coordenador do MapBiomas, Luís Fernando Guedes observa que os quatro estados que vêm antes da Bahia na lista de maior desmatamento abrigam a Amazônia. Ou seja, a Bahia é a primeira unidade federativa fora da floresta amazônica que entra na lista e ainda está à frente de outros estados do Norte, como Acre e Rondônia. “É uma situação muito preocupante. A Bahia tem ocorrência de três biomas brasileiros: Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, todos ameaçados. A Bahia despontou […] porque, além de muito grande, está tendo grande expansão da agropecuária brasileira”, afirma.

Como consequência, Guedes aponta problemas para além da perda da biodiversidade, a exemplo da crise hídrica já vivida em regiões do Nordeste. Ele explica que, como os ecossistemas naturais protegem os rios, quando há desmatamento, os mecanismos de proteção são devastados. Assim, há falta não somente de água, mas também há impacto na geração de energia pelas hidrelétricas e produção de alimentos.

Outra consequência é o agravamento do efeito estufa e, portanto, intensificação de mudanças climáticas, como aconteceu com as enchentes que atingiram o sul do estado em dezembro de 2021. “Quando há desmatamento, [também se] está emitindo gases de efeito estufa na atmosfera, o que significa ter eventos climáticos mais extremos, desde secas mais longas e intensas quanto tempestades, chuvas e inundações, além de ondas de calor”, explica.

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