GOVERNO VAI LIBERAR R$3,5 BILHÕES PARA INVESTIMENTOS E FIOL NÃO ESTÁ CONTEMPLADA

BAHIA ECONÔMICA


 

O governo Federal liberou R$ 3,15 bilhões do Orçamento de 2017 para os ministérios focarem em continuação de obras importantes que estavam paradas. Há urgências em todas as áreas, mas a equipe econômica já definiu o principal foco para o uso do dinheiro neste momento: a conclusão de obras.

Porém, para a Bahia, na área de ferrovias, não estão previstos recursos para a FIOL - Ferrovia Oeste - Leste,  embora o trecho incial da obra possa ser concluído rapidamente se forem alocados recursos. As obras da Fiol se arrastam há anos e não está nos planos desse primeiro montante de investimentos do governo, apesar de os recursos ainda não terem sido claramente definidos.  No programa estão previstos recursos para a Ferrovia Norte-Sul.

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil deverá ser dos mais beneficiados com os recursos extras. O governo considera importante preservar os investimentos, para aquecer a atividade econômica que se ressente dos efeitos do forte ajuste fiscal. A pasta pediu para recompor R$ 2,5 bilhões dos R$ 5,1 bilhões que foram cortados no início do ano. O valor é considerado suficiente para garantir a programação de obras deste ano para empreendimentos que compunham o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que deverão ser “reempacotados” com o nome de Avançar.

Com a liberação, a estratégia é preservar no que for possível os investimentos, que já foram bastante afetados no corte inicial de R$ 42,1 bilhões do Orçamento feito em março. Nesse novo programa, ainda em formulação, estão projetos cuja conclusão está prevista até o final de 2018, como a Ferrovia Norte-Sul e o asfaltamento da BR-163 em Mato Grosso e no Pará. Essa rodovia foi cenário dos atoleiros que impediram o embarque de 11 milhões de toneladas de grãos pelos portos do Norte do País na última safra.

Os recursos também serviriam para investir em aeroportos regionais, fazer obras de manutenção nas rodovias sob administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), recompor as finanças da Infraero e das agências reguladoras. Já está decidido, porém, que os Transportes não receberão tudo o que solicitaram neste momento. O dinheiro liberado terá de ser suficiente para atender a outras urgências do governo, como os gastos com a Saúde e a distribuição de caminhões-pipa para socorrer municípios afetados pela estiagem.

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