Temer, Lula e FHC articulam pacto para salvar política, diz Folha

  


A preocupação dos três líderes seria a de assegurar a sobrevivência de seus partidos nas eleições 2018. Segundo o jornal, eles acreditam que eleições conturbadas no ano que vem podem favorecer candidatos “aventureiros”. 

A avaliação de pessoas ligadas aos três políticos e ouvidas pela Folha é unânime: a força-tarefa quer eliminar os políticos, abrindo espaço para “um novo projeto de poder, capitaneado por aqueles que comandam a investigação”. No Congresso, parlamentares têm falado abertamente sobre a necessidade de “separar o joio do trigo” e “salvar a política”. 

Os principais emissários nessas conversas seriam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o ex-integrante da Corte Nelson Jobim. Este último, de acordo com o jornal, já almoçou com Temer e FHC e marcou um encontro com Lula nos próximos dias.

Segundo a Folha, as lideranças estariam costurando um acordo, que incluiria a manutenção de Temer no poder até o fim de 2018 e a participação de Lula no pleito presidencial. 

“As conversas, por ora, estão divididas entre as articulações de cúpula, que costuram o pacto para a classe política, e as do Congresso, que buscam medidas práticas para eliminar o que consideram abusos da Lava Jato e fazer uma reforma política”, diz o jornal. 

No Congresso, esses grupos estariam avaliando trabalhar pela aprovação de medidas como o fim das coligações proporcionais, a anistia ao caixa 2, o relaxamento das prisões preventivas que mantêm detidos eventuais potenciais delatores da operação e um novo modelo de financiamento eleitoral.

Lula, Temer e FHC já teriam se falado em fevereiro, durante a internação da ex-primeira-dama Marisa Letícia, mas, de acordo com a Folha, não há previsão para um novo encontro.

Em texto publicado em seu Facebook, o ex-ministro Luis Carlos Bresser-Pereira avaliou o diálogo como algo necessário. “A imprensa hoje informou que os principais políticos dos principais partidos brasileiros estão se organizando para enfrentar o problema [da condenação à classe política]. Isto é mais do que necessário. A solução é a anistia do caixa 2 e regulamentar os presentes. É dar ao Judiciário uma lei que lhe permita não causar uma violência contra o Brasil”, escreveu.


Do Portal Vermelho, com Folha de S. Paulo

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