3 de abr de 2017

SAFRA 2016/2017 DEVE CRESCER 40% NO OESTE DA BAHIA

1/03/2017 11:56
BAHIA ECONÔMICA 

A seca tem sido um dos grandes problemas para a Bahia durante o ano de 2016 e começo de 2017. Mais de 200 municípios estão em situação de alerta no estado. O atual período de seca, com início em 2011, configura-se como um dos mais severos e prolongados da história da Bahia, porém, sinais de recuperação já apontam um acréscimo de mais de 40% na safra 2016/2017 do oeste da Bahia.
A informação é do secretário de agricultura do estado da Bahia Vitor Bonfim, que acredita que a agricultura está caminhando para uma recuperação acelerada para economia brasileira. “Já no último trimestre de 2016, tendo sido o único setor da economia a apresentar crescimento (1%) comparativamente ao trimestre anterior. Levantamentos iniciais apontam para uma boa safra na região oeste de nosso Estado. A expectativa é que a produção de grãos na safra 2016/2017 será de 7,70 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de mais de 40% em relação à safra de 2015/2016, com destaque para a soja, que deve superar a marca de 5 milhões de toneladas”
O secretário ainda afirmou que a produção de grãos nacional também deve sofrer uma significativa melhora. “Projeções oficiais para este ano apontam ainda um recorde na produção brasileira de grãos, podendo alcançar 219,1 milhões de toneladas, um crescimento da ordem de 17,4% em relação a 2016. Além da confirmação destas boas perspectivas, é preciso sensibilidade por parte do governo federal, em especial no que diz respeito à redução significativa dos juros para agropecuária ao patamar de 2,5%, e a realização de investimentos para a região nordeste, pois estamos enfrentando o sexto ano consecutivo de seca”.
Vitor também explica que o governo do estado tem trabalhado juntos aos produtores para ampliar e ajuda a produção. “Temos realizado a interlocução dos produtores com os agentes financeiros que trabalham com o setor agrícola, buscando a postergação dos financiamentos e a renegociação dos débitos, temos buscado o apoio do Governo Federal, realizando investimentos maciços em obras de infraestrutura hídrica voltadas ao abastecimento humano, no entanto, é preciso estarmos atentos à necessidade de ampliação de nossa área irrigada, e algumas regiões têm potencial para aumentar a disponibilidade de água voltada à produção, diminuindo a dependência das chuvas”, disse o secretário.