Greve Geral Nacional da Educação: todos à luta por nossos direitos!


No próximo dia 15 de março dar-se-á início à Greve Geral Nacional da Educação, aprovada no 33º Congresso da CNTE, no último mês de janeiro.
A educação é a primeira categoria de trabalhadores/as a convocar uma greve geral de sua base para contrapor as medidas que visam retirar direitos dos trabalhadores e da sociedade em geral.
Dentre os eixos de nossa Greve estão as reformas da Previdência e Trabalhista – amplamente desfavoráveis à classe trabalhadora –, o cumprimento integral da lei do piso do magistério vinculado aos planos de carreira da categoria, a valorização de todos os trabalhadores em educação (professores, especialistas/pedagogos e funcionários), o combate às medidas do ajuste fiscal que retiram recursos da educação (e da saúde) na esfera federal, o ataque ao pluralismo de ideias e à gestão democrática nas escolas, através de projetos, leis e medidas que contemplam a “Escola sem Partido” (lei da mordaça), a “Militarização Escolar” e a transferência de gestões de escolas públicas para Organizações Sociais de direito privado (OSs).
O mais recente ataque à escola pública, universal e de qualidade socialmente referenciada foi concretizado pela reforma do Ensino Médio, que reduzirá a formação humanística dos estudantes, flexibilizará a contratação de professores sem concurso público e não garantirá o acesso dos estudantes às cinco áreas de formação específica inseridas na lei, uma vez que as escolas não serão obrigadas a ofertar todas elas. Ademais, os filhos da classe trabalhadora serão duplamente penalizados com a redução do currículo escolar, pois estarão em desvantagem na concorrência às vagas em instituições públicas de ensino superior. E por essas razões somos contra a implementação dessa antirreforma nos sistemas de ensino!
Em razão dos retrocessos impostos por um governo sem legitimidade nas urnas – pois não foi esse o projeto eleito em 2014, embora Michel Temer fosse vice na chapa de Dilma Rousseff –, a CNTE e seus sindicatos filiados conclamam todos/as os/as trabalhadores/as em educação e demais categorias profissionais e segmentos sociais a integrarem a greve da educação, que será um importante momento de construção da GREVE GERAL DE TODOS OS TRABALHADORES contra as medidas neoliberais em curso no Brasil.
O momento exige luta para assegurar direitos conquistados com suor e sangue. E a educação se faz presente nesta luta, que é de todos/as que sonham com um país justo e inclusivo.
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