3 de jan de 2017

Prefeito de Guanambi diz que foi mal interpretado

Aratu Online

- Dinaldo dos Santos

Depois da repercussão negativa do decreto instituído pelo prefeito de Guanambi, Jairo Magalhães (PSB), o gestor da cidade localizada no sudoeste baiano disse que houve uma “má interpretação do conteúdo de seu texto”.
Em entrevista ao Aratu Online, Magalhães afirmou que o seu decreto não fez referências a pessoas ou doutrinas religiosas. Segundo o prefeito, as referidas “forças espirituais do mal” estão relacionadas com tudo aquilo que não é bom para a cidade.
Na última segunda-feira (2/1), no primeiro dia do seu novo mandato, o prefeito editou um decreto no Diário Oficial  determinando a “entrega” da chave do município a Deus. “Declaro que esta cidade pertencente a Deus e que todos os setores da prefeitura municipal estarão sobre a cobertura do altíssimo”. Em outro trecho do documento cancela atos religiosos realizados por outras religiões. “Cancelo em nome de Jesus, todos os pactos realizados com qualquer outro Deus ou entidades espirituais”
“Falo do mal como tudo o que não é bom para cidade. Corrupção, violência e desrespeito aos direitos das crianças. Isso envolve tudo e todos que não são bem intencionados”, relatou o prefeito.
Jairo Magalhães admite ser cristão, defensor do Estado Laico e contra qualquer tipo de intolerância religiosa. “Quando uma pessoa chega para mim, não quero saber qual é a sua religião, porque valorizo [elas] pelos seus atos”, afirmou.
Em seu decreto, publicado no Diário Oficial do Município, o prefeito declara que a cidade pertence a Deus e cancelou, “em nome de Jesus, todos os pactos realizados com qualquer outro Deus ou entidades espirituais”.