13 de mai de 2016

Depois de dividir o país, Temer agora pede união e prega menos estado

PORTAL VERMELHO



 


















Após empossar seus auxiliares, Temer ressaltou a necessidade de recuperar da economia. De acordo com ele, é “urgente” fazer um governo de “salvação nacional”. Diferente do governo de “notáveis” que havia anunciado, o ministério do peemedebista reúne homens brancos, ricos, em sua maioria políticos, e indiciados na Lava Jato. 


Alçado ao poder em um processo qualificado como um golpe por grande parte de população brasileira e mesmo pela mídia estrangeira, Temer destacou a “vitalidade da democracia” no país. E pediu confiança aos brasileiros.

"Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade de nossa democracia, na recuperação da economia, nos potenciais do nosso país, nas instituições sociais e políticas e na capacidade de que, unidos, poderemos enfrentar os desafios deste momento que é de grande dificuldade", disse.

Embora a plataforma discutida até então para seu governo penalize a maior parte da população brasileira, o presidente ilegítimo quer a contribuição do povo para “tirar” o país da recessão. “O povo brasileiro há de prestar sua colaboração para tirar o país dessa grave crise em que nos encontramos. O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos desafios para avançar e garantir retomada do crescimento", afirmou.

Temer então procurou afastar a ideia, registrada no documento Ponte para o Futuro – apresentado por seu partido - de que promoverá a retirada de direitos sociais. "Tenho compromisso com reformas, mas quero fazer uma observação. Nenhuma das reformas alterará os direitos adquiridos pelos cidadãos brasileiros”, declarou, diante das câmeras.

Contraditoriamente, citou as reformas trabalhista e previdenciária como “fundamentais” para o país. Reconhecendo que trata-se de uma pauta “controvertida”, disse que o processo de debate será “balizado de um lado pelo diálogo e do outro pela conjugação de esforços”. Para viabilizar tais projetos, em tramitação no Congresso Nacional, Temer pregou que Executivo e Legislativo precisam trabalhar em harmonia.

O peemedebista também se comprometeu a manter programas sociais criados durante as gestões do PT –, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida. E recomendou que "empresários dos setores industriais, serviços de agronegócio, trabalhadores, enfim, todas as áreas produtivas se entusiasmem e retomem com segurança seus investimentos".

Ainda falando sobre “entusiasmo”, Temer comentou a animação de seus auxiliares, escolhidos em uma “escandalosa feira de cargos”, nas palavras da senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

"Eu pretendia que essa cerimônia fosse extremamente sóbria e discreta, como convém para o momento. Entretanto, eu vejo entusiasmo dos colegas parlamentares, dos senhores governadores e tenho absoluta convicção que esse entusiasmo deriva da longa convivência que tivemos ao longo do tempo", disse.

Acusado de querer barrar o combate à corrupção e com sete ministros citados na Lava Jato, ele destacou que a operação "tornou-se referência e, como tal, deve ter prosseguimento".

Temer ainda declarou seu "absoluto respeito institucional à senhora Dilma Rousseff", mas o fez destacando que queria "servir de exemplo" e quis demarcar espaço em relação à presidenta, ao afirmar que "não podemos olhar para o presente com os olhos de ontem". Temer não entrou no mérito da recente votação no Senado que a afastou da Presidência da República, sem que ela tenha cometido crime de responsabilidade, mas falou em "importância do respeito às instituições e a observância à liturgia no trato das questões instiuicionais", para ele uma coisa que é preciso recuperar no país.

Menos estado e mais ajuste



O peemedebista também defendeu "equilíbrio das contas públicas". "A primeira medida já está aqui representada, já eliminando vários ministérios da máquina pública", destacou, informando ainda que uma das suas prioridades será cortar gastos e recuperar as finanças do governo – traduzindo: mais ajuste.


Ele apontou ainda para o incentivo às parcerias público-privadas e para a redução do papel do estado na economia. “Sabemos que o estado não pode tudo fazer”, discursou. De acordo com Temer, o governo deverá focar-se apenas em segurança, saúde e educação. "O restante terá de ser compartilhado com a iniciativa privada, aqui entendida como a conjugação de trabalhadores e empresários", disse Temer. O peemedebista também propôs uma revisão do pacto federativo, que dê maior autonomia a estados e municípios.

Em um país em que o estado é laico, ele encerrou seu discurso afirmando que, "fundado num critério de alta religiosidade", quer fazer no Brasil um "ato religioso", no que foi acompanhado por um coro de "Amém" dos que o cercavam.


Do Portal Vermelho, com agências