3 de abr de 2016

DIVERSIDADE CULTURAL E PAISAGÍSTICA ATRAI TURISTAS PARA REGIÃO DO SÃO FRANCISCO

03/04/2016 07:54
BAHIA ECONÔMICA


O Velho Chico carrega, da Serra da Canastra, em Minas Gerais, até a divisa entre Alagoas e Sergipe, milhares de anos de história. Prova disso são as pinturas rupestres nos cânions da região de Paulo Afonso, na Bahia, que datam de mais de nove mil anos. Nos últimos 500 anos, ele foi importante para o desenvolvimento de regiões em cinco estados brasileiros, especialmente aquelas que se encontram no semiárido.

Pelos mais de 2.800 quilômetros por onde passa, o Rio São Francisco possibilita a vida, a agricultura, a pesca e a permanência do homem no sertão. Tanta história e beleza fazem do seu curso um celeiro artístico e cultural, com potencial para a gastronomia e os esportes náuticos, e tornam o turismo uma atividade extremamente rentável.

O secretário do Turismo do Estado, Nelson Pelegrino, diz que o Rio da Integração Nacional - que inspirou autores como Guimarães Rosa - é chamado de Opará pelos índios e de Velho Chico por quem mora na região. Segundo ele, dos 13 destinos turísticos da Bahia, dois têm o Rio São Francisco como principal atrativo.

“Na região de Juazeiro, temos o enoturismo. A pessoa pode passear na rota e no Vapor do Vinho [e] conhecer as ilhas próprias para banhos. Também pode conhecer as vinícolas e, associada ao enoturismo, temos uma rica cultura, com artesanato - as carrancas são muito famosas. Tem ainda a gastronomia, com surubim, carne do sol, bode, carneiro, manteiga de garrafa. As opções culturais são riquíssimas, em especial o forró. Somente na região de Juazeiro são 1.200 leitos consolidados”, explica Pelegrino.

Em outro trecho, próximo a Paulo Afonso, lagos e cânions são os principais atrativos do Rio São Francisco. “É um passeio estruturado, de catamarã, onde se pode conhecer Sobradinho, maior lago artificial do mundo, e também um grande sítio arqueológico, com pinturas rupestres que datam de nove mil anos. No Raso da Catarina, temos um sítio ecológico, com espécies raras e em extinção, como a ararinha azul. Na região também houve toda a saga de Canudos, com Antônio Conselheiro, e a história do Cangaço, com o bando de Lampião e Maria Bonita”, acrescenta.