27 de mar de 2016

Imbassahy aparece em esquema de propina da Odebrecht em anos 80

Sábado, 26 de Março de 2016 - 17:20

BAHIA NOTÍCIAS



Imbassahy aparece em esquema de propina da Odebrecht em anos 80
Deputado nega envolvimento / Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Documentos apreendidos pela Operação Lava Jato indicam que a relação entre a empreiteira e políticos dos mais variados partidos ocorre desde o mandato de José Sarney (1985-1990). De acordo com o UOL, em torno de 516 pessoas estiveram envolvidas com a construtora, entre agentes públicos, empresários e políticos durante a gestão Sarney. Em uma papelada em posse de uma ex-funcionária da Odebrecht, Conceição Andrade, na documentação chamada de "Livro de Códigos" aparece o deputado federal baiano Antonio Imbassahy (PSDB). O tucano, apelidado de “Almofadinha”, estaria relacionado à obra da barragem de Pedra do Cavalo, nos anos 80. À época, Imbassahy, que era filiado ao PFL, presidiu a Desenvale (Companhia do Vale do Paraguaçu), órgão público responsável pela obra de Pedra do Cavalo. À mesma reportagem, o deputado baiano disse que a menção ao nome dele em um suposto esquema com a Odebrecht não passava de "um despropósito". "Como homem público sempre tive uma relação baseada na decência com a Odebrecht e com qualquer empresa", declarou. No rol de acusados figura o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o baiano Aroldo Cedraz, o "Toldo". Cedraz  estaria igado à obra adutora do Sisal, quando ocupava os cargos de presidente da Cerb (Companhia de Engenharia Rural da Bahia) e de secretário de Recursos Hídricos e Irrigação da Bahia.A lista que desencava relações suspeitas da empreiteira com políticos também menciona o também tucano Arthur Virgílio, atual prefeito de Manaus, o "Arvir". Do PMDB, aparecem Jader Barbalho, o "Whisky", atual senador, ligado à obra da BR-163, no Pará, e o ex-ministro de Minas e Energia, também senador Edison Lobão, o "Sonlo". Ainda segundo o UOL, também são citados os filhos do ex-presidente José Sarney, Fernando (PT) e José Filho (PV), aparecem com os codinomes "Filhão" e "Filhote"; Roseana Sarney (PMDB), como seu nome de casada, "Roseana Murad", aparece como "Princesa". Todos eles negaram ou não responderam se tiveram relação promíscua com a construtora.