19 de fev de 2016

RENOVA ENERGIA DEVE ADIAR USINAS EM MEIO A CRISE DE LIQUIDEZ

BAHIA ECONÔMICA 
19/02 - 08:51hs -

A Renova Energia, controlada da Cemig que investe em geração renovável, deve adiar a entrega de parques eólicos e pode até mesmo vender usinas em meio a uma crise de liquidez disparada após a norte-americana SunEdison desistir de uma operação que injetaria R$ 13,8 bilhões na empresa.

Segundo entrevista dos executivos a Agência Reuters, o objetivo é focar apenas na conclusão da usina Alto Sertão III, na Bahia, com 455 megawatts, cujas obras já estão em andamento, e suspender o início dos demais parques, afirmou o diretor financeiro. "Não dá, no momento atual, para iniciar (obras) sem ter recursos equacionados".

A Renova, com quase 2 gigawatts de projetos eólicos e solares já contratados para serem implementados até 2019, precisaria investir cerca de R$ 10 bilhões nos empreendimentos caso fosse cumprir os cronogramas originais, o que é visto como pouco viável pelos executivos diante do atual cenário econômico do Brasil, com juros elevados e crédito restrito.

"Na parte de projetos, a gente está revisando... a gente está rediscutindo praticamente todos... dado que vamos precisar de um ritmo diferente (de implementação). O momento é de arrumação, 2016 é o ano de freio de arrumação", afirmou o presidente da companhia, Carlos Waack.

Em meio à falta de liquidez, a Renova anunciou no início do mês uma operação de aumento de capital de até R$ 731,25 milhões, sendo que a Cemig já garantiu que injetará até 240 milhões de reais na empresa. Os recursos serão utilizados principalmente para reduzir dívidas da holding, disse Barros. Caso a operação não tenha sucesso, a empresa deverá estudar a venda de usinas em operação.