21 de jan de 2016

OS NÚMEROS QUE INCOMODAM: UM PARADOXO AO CRESCIMENTO DE GUANAMBI




Recentemente alguns índices retrataram um perfil guanambiense que provocaram comemorações, questionamentos e preocupações. O IFDM – Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, dá a Guanambi o título de cidade que mais cresceu no estado em saúde, geração de emprego e renda e educação.


Por outro lado, a CGU – Controladoria Geral da União, deu nota zero a 61 municípios baianos dentre os quais figura Guanambi por estar em desacordo as normas estabelecidas na Lei de Acesso a Informação (LAI), pela falta de transparência pública. Neste mesmo sentido o Ministério Público Federal divulgou um ranking de transparência, onde num universo de 372 municípios baianos pesquisados, Guanambi aparece na desconfortável posição de número 198, com nota de 3,70 numa escala de 1 a 10.


O crescimento de Guanambi, sua pujança e sua liderança regional são inquestionáveis. O Vale do Iuiú se tornou a terceira maior região produtora de algodão, porém o maior impacto sócio-econômico foi na cidade do “Beija Flor” que teve como conseqüência um crescimento rápido e desordenado. Com o declínio da cotonicultura em meados dos anos 90, o comércio e a prestação de serviços se tornaram as alternativas para economia e consolidou definitivamente a cidade como pólo regional.


Não há dúvida que essa condição não se deu por obra do acaso. Ações político-administrativas foram essenciais para este desenvolvimento. Obras estruturantes como aberturas de avenidas, e a vinda de órgãos estaduais como EMBASA, COELBA, CSU, DIREC, DIRES, CESTA DO POVO, DETRAN, EBDA, UNEB, HOSPITAL REGIONAL, ESCOLA AGROTÉCNICA (atual IF Baiano) 17.º BATALHÃO, que invariavelmente chegaram pelas mãos do líder político Nilo Coelho, quer seja como prefeito ou governador. Alguns destes órgãos foram extintos ou transferidos.

O crescimento social e econômico de Guanambi está intrinsecamente ligado às figuras de Binha Teixeira, Prisco Viana e Nilo Coelho. Capacidade de liderar e antever fez com que Nilo projetasse na política regional e estadual nomes como Nestor Duarte, Raimundo Sobreira, Arthur Maia, Walguimar Cotrim, Luis Augusto, Vandilson Costa, Paulo Costa, Ariovaldo Boa Sorte, Vá Boa Sorte e por último foi diretamente responsável pela condução de Charles Fernandes à prefeitura, numa evolução sistemática e initerrupa. Afirmar o contrário é negar a história política de Guanambi.

Em 2016 novos horizontes se abrem. Há de se discutir o futuro de Guanambi com serenidade e sem paixões. Mesmo com as contradições dos índices divulgados recentemente, é inegável sua expansão vista a olhos nu, o IDH municipal melhorou significativamente muito perto da faixa considerada alta (0,673) sendo a 25.º cidade da Bahia,a população cresceu em cinco anos, 8,83% maior que a média nacional, sendo a 20.ª cidade do estado em habitantes.

O curso de medicina solidifica definitivamente o nome de Guanambi como pólo de educação e saúde. Assim, administrar esta cidade, não é uma tarefa das mais simples e requer competência, firmeza e sobretudo, experiência. Sendo temeroso entregar destinos tão promissores a neófitos e aventureiros da política.


Por Bonny Silva