6 de out de 2015

ESTADO INVESTE MAIS DE R$ 3 BILHÕES NO SUBÚRBIO



Segundo o governo do Estado, as obras de mobilidade e habitação na região do subúrbio ferroviário 'configuram a região como um novo eixo de desenvolvimento socioeconômico da capital'; o investimento de aproximadamente R$ 3,1 bilhões consiste na construção de dois corredores transversais; substituição dos trens pelo Veículo Leve sobre Trilho (VLT); mudança do terminal rodoviário para a região de Águas Claras (ligando-se à extensão da Linha 1 do metrô); e obras de contenção de encostas, pavimentação e requalificação; veja detalhes. 

Bahia 247 - Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), o governo do Estado vem fazendo obras de mobilidade e habitação na região do subúrbio ferroviário, configurando a região como um novo eixo de desenvolvimento socioeconômico da capital. O investimento de aproximadamente R$ 3,1 bilhões consiste na construção de dois corredores transversais; substituição dos trens pelo Veículo Leve sobre Trilho (VLT); mudança do terminal rodoviário para a região de Águas Claras (ligando-se à extensão da Linha 1 do metrô); e obras de contenção de encostas, pavimentação e requalificação.
Linhas Azul e Vermelha
A partir de dois pontos, Lobato e Paripe, os mais de 500 mil habitantes do Subúrbio Ferroviário poderão atravessar a cidade em direção à Orla Atlântica, nos bairros de Patamares e Piatã, em até 15 minutos. As linhas Azul e Vermelha estão em fase avançada de construção e totalizam um investimento superior a R$1,2 milhão. "Vamos sentir o alívio no trânsito, viabilizado pelas obras", afirmou Fábio Ferreira, do Núcleo de Apoio ao Desenvolvimento de Pirajá (NADP).
As obras da Linha Azul, que vai possuir 12,7 quilômetros entre Lobato e a Avenida Pinto de Aguiar, incluem dez viadutos, quatro túneis duplos, ciclovias e pista dupla com três faixas. Na Linha Vermelha, que terá 12 quilômetros ligando Paripe à Avenida Orlando Gomes, faz parte do projeto a construção de seis viadutos, uma ponte, calçadas, ciclovia e pista dupla com três faixas. ''Melhorias na mobilidade como essas ajudam muito na locomoção e também valorizam a região'', concluiu Fábio Ferreira.
VLT
Outra ação para melhoria da mobilidade na região prevê a substituição do atual Sistema de Trens do Subúrbio pelo Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). Com a troca dos trens, que atualmente ligam o bairro da Calçada ao Subúrbio, em um trajeto de aproximadamente 13,5 quilômetros, os usuários poderão se deslocar de forma mais segura, confortável e rápida.
O novo modal passará a ter 18,5 quilômetros de extensão e 21 estações, com a implantação de um novo trecho entre a Calçada e o Comércio e a reativação do Trajeto Paripe/São Luís. O projeto para a requalificação e expansão do sistema ferroviário de Salvador contará com investimento de R$1,1 bilhão e vai beneficiar mais de 1,5 milhão de pessoas.
Encostas
Além das obras de mobilidade, o Governo do Estado está atento à realidade das famílias que moram em áreas com riscos de deslizamento de terra. Desde março, o Governo tem investido na recuperação e estabilização de encostas e, somente na região do Subúrbio, o investimento é de R$ 48 milhões, dentro do Programa de Prevenção de Desastres Naturais. O projeto prevê a construção de estruturas de contenção em 25 pontos, de um total de 106 planejados para toda a capital até o final de 2016.
Das 25 encostas do Subúrbio, oito já estão em execução, três aguardam assinatura da ordem de serviço para início dos trabalhos e 14 estão em fase de licitação e elaboração de projeto. Com as atuais intervenções nos bairros de Itacaranha, Alto da Terezinha, Lobato, Bela Vista do Lobato/São Caetano, Alto do Peru e Periperi, aproximadamente 4,4 mil famílias serão beneficiadas. "Essas obras são a garantia de um sono mais tranquilo", afirmou Edvaldo da Silva, membro da Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio Ferroviário, em Itacaranha.
Estação Pirajá e nova rodoviária
Outra importante ação para a região é a expansão da Linha 1 do metrô e a transferência do Terminal Rodoviário de Salvador para o bairro de Águas Claras, totalizando R$ 800 milhões em investimento. Embora não serja localizada, precisamente, no Subúrbio Ferroviário, a obra se configura como uma opção de conexão dos moradores a outras localidades da capital através de estação metroviária de Pirajá, que entra em funcionamento na primeira semana de novembro. Já está em fase de estudos também a construção do tramo 3 da Linha 1 do metrô, que vai levar o modal até Águas Claras.