7 de set de 2015

FIOL: EMPRESAS DEMITEM 2,7 MIL TRABALHADORES E COMPRA DE TRILHOS É SUSPENSA



A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) está semi paralisada e a Valec, estatal responsável pelas obras ferroviárias já acumula R$ 600 milhões em dívidas com dezenas de fornecedores e prestadores de serviço, segundo informa o jornal Estado de São Paulo.  O BAHIA

Frente a impossibilidade de tocar a obra, a Valec pediu às construtoras que atuam nos lotes da ferrovia para trabalhar, basicamente, na manutenção das obras que executaram até agora, como os serviços de terraplenagem, para que eles não se deteriorem com o tempo.

Além disso, a estatal suspendeu todas as entregas de trilhos que já tinha adquirido de fabricantes da China e Espanha. O material que chegaria este ano não tem mais data certa para desembarcar no País.

 Segundo o presidente da Valec, Mário Rodrigues Júnior. “Dadas as condições atuais, realmente a nossa prioridade hoje é garantir que nenhum lote seja paralisado e que os serviços prontos não se percam”, disse.

As empreiteiras demitiram em massa e dos 5,6 mil trabalhadores contratados, hoje, restam apenas 2,9 mil funcionários. E do total de 147 mil toneladas de trilhos que a estatal comprou fora do País, 71,4 mil chegaram a ser entregues e estão estocadas em canteiros de obra ao longo do traçado da ferrovia baiana, mas a fabricação e envio de uma segunda remessa de 75,6 mil toneladas foram paralisadas, a pedido da estatal.

Segundo a reportagem, o trecho da Fiol que liga Barreiras a Caetité tem apenas 42% de execução física, mas ainda há lotes que praticamente não foram iniciados. E os 500 km, ligando Caetité  a Ilhéus está com 67% de execução geral, mas o fim da linha aponta para um porto que ainda não existe.

As obras da ferrovia baiana começaram em 2010 e a previsão era concluí-la em junho de 2013 e obra de R$ 4,2 bilhões,  já chega a R$ 5 bilhões e para completar, o governo deixou o empreendimento de fora do novo pacote de concessão ferroviária. Bahia Econômica