Greve dos professores da Bahia pode terminar na sexta




Uma assembleia realizada nesta quarta-feira (1º) por professores da rede estadual da Bahia aprovou alguns pontos mínimos que serão apresentados ao governo do estado, em forma de uma carta, para que trabalhadores e governo possam por fim a greve da categoria, que completa 113 dias hoje. Uma nova assembleia da categoria decidirá na sexta-feira (3).



Pela primeira vez, a categoria dá sinais de que pode terminar o movimento. A paralisação foi decretada no dia 11 de abril e mais de um milhão de estudantes permanecem foram das salas de aula.

"Tentamos articular uma saída para o impasse, mas o governo não cede e o ano letivo está comprometido. Vamos encaminhar o fim da greve na assembleia de sexta (3), caso o governo se comprometer a cumprir uma pauta mínima, aprovada na assembleia de hoje. A carta já foi entregue nesta tarde. Agora, esperamos que o governo nos envie ela de volta assinada, concordando com os pontos”, declarou Marilene Betros, vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).

Segundo Marilene, que também faz parte da executiva nacional da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), os pontos mínimos exigidos pelos docentes são: não punição aos professores em greve, devolução imediata dos quatro salários confiscados, devolução do dinheiro de contribuição sindical, retirada dos processos judiciais e reabertura da negociação.

“Começamos a greve unidos e vamos sair também unidos. Por isso, estamos pedindo a não punição de colegas que foram demitidos, mais de 100[157], do Reda [Regimento Especial de Direito Administrativo], uma espécie de contrato temporário, que não são concursados. Temos três professores em estágio probatório respondendo processo administrativo. Espécie de contrato temporário. Mas não é por isso que vamos deixá-los nessa situação”, comentou Marilene Betros .

O reajuste reivindicado pelos servidores públicos estaduais de 22,22% para equiparar o salário da categoria ao piso nacional determinado pelo Ministério da Educação (MEC), será discutido em mesa de negociação. O governo chegou a propor um reajuste parcelado, sendo 7% em novembro deste ano e 7% em março. Em janeiro, já foi concedido reajuste de 6,5% para todos.

Durante a assembleia desta quarta, os professores lembraram que o movimento de paralisação enfrentou difíceis momentos como a determinação do Tribunal de Justiça sobre a ilegalidade do movimento, o corte de salários dos grevistas e demissão de 157 docentes do Reda.

O governo do Estado confirmou que aguarda a carta dos docentes, mas que até o momento não havia recebido a mesma. 

Deborah Moreira
Da redação do Vermelho

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Um comentário:

Valdecy Alves disse...

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