Audiência Pública em Caculé

Tribuna da Bahia


A Audiência Pública convocada pelo prefeito de Caculé (BA), Luciano Ribeiro, foi realizada, na Câmara de Vereadores desse município, reuniu além das autoridades políticas, como prefeito, vice-prefeito, vereadores, secretários municipais e lideranças políticas, diversos segmentos sociais como representantes de associações comunitárias, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da sociedade civil para discussões sobre o longo período de estiagem em Caculé e região e, em especial, pela busca de soluções viáveis para o problema do escoamento das águas do Açude do Truvisco e do Rio do Antônio.

Aberto os trabalhos, o prefeito Luciano Ribeiro salientou que o ato não tinha nenhuma conotação política e que as discussões deveriam se ater ao tema, descaracterizando o lado pessoal. A questão discutida foi a intenção dos órgãos gestores das águas em abrir 100% das comportas da Barragem do Truvisco visando minorar os efeitos da seca nos municípios Rio do Antônio, Guajeru e, especialmente, Malhada de Pedras.

Hoje o Truvisco está com 50% das comportas abertas e a ação de escoar as águas desta barragem é paliativa, com consequências imprevisíveis, já que o leito do Rio do Antônio se encontra muito seco, as barragens dos municípios vizinhos são pequenas e estão assoreadas. Além do mais, a distância que se pretende atender é longa - em média 100 km e, em decorrência disso, haveria grande desperdício desta água, correndo-se o risco do Truvisco secar e ainda assim, não atender aos objetivos do escoamento, que é abastecer os municípios vizinhos.

Em discussão durante a Audiência, se concluiu que é preciso buscar outras soluções, visto que a comunidade local utiliza-se das águas da Barragem do Truvisco tanto por meio de sistemas de abastecimento humano, como para atividades econômicas, como a agricultura de subsistência e a criação de pequenos rebanhos e animais. Outras soluções, embora mais dispendiosas, são possíveis para que realmente se resolva o problema, sem criar novos. Foi consenso na assembleia que tais gastos deveriam ser assumidos pela Embasa, concessionária do serviço público responsável pela distribuição de águas.
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